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Covid-19: mortes no Acre sobem para 15 em apenas cinco semanas, diz boletim da Sesacre

Por Everton Damasceno, ContilNet

O estado teve a terceira maior redução do país no número de mortes/ Foto: reprodução

Já chega a 15 o número de pessoas que morreram de Covid-19 no Acre até a 5ª semana epidemiológica de 2025 (de 26 de janeiro a 1 de fevereiro). A informação consta em boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta sexta-feira (7).

Até a semana epidemiológica 4 (de 19 a 25 de janeiro), 12 pessoas haviam morrido em decorrência da doença. Na última semana, a de número 5, o total de óbitos subiu para 15.

Apesar das mortes, a maioria dos casos registrados atualmente não evolui para gravidade/Foto: Ilustração

Do total de mortes, 4 foram registradas no município de Rio Branco, 2 em Feijó, 2 em Tarauacá, 1 em Assis Brasil, 3 em Cruzeiro do Sul, 1 em Marechal Thaumaturgo, 1 em Xapuri e 1 em Capixaba.

Total de casos

Da primeira até a quinta semana, foram registrados 2.767 casos de infecção pelo vírus. “Em 2025, até a SE 05, a incidência da Covid-19 encontra-se em 309,3 casos a cada 100.000 habitantes, sendo o maior índice observado no município de Acrelândia”, diz o boletim.

Vítimas fatais da Covid em 2025 não tinham esquema vacinal completo, diz secretário

Diante do aumento de casos de Covid-19 e de óbitos relacionados à doença nas primeiras semanas de 2025, o secretário de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Pedro Pascoal, conversou com o ContilNet sobre os dados divulgados no último boletim epidemiológico, na semana passada.

Pedro Pascoal destacou a importância da vacinação como principal arma contra o vírus e esclareceu que as vítimas fatais não haviam completado o esquema vacinal. Ele ressaltou que as mortes não ocorreram diretamente por causa da Covid-19, mas em consequência das complicações associadas.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal/Foto: ContilNet

“É fundamental reforçar o quanto a vacina tem nos ajudado a salvar vidas ao longo desses anos. As 12 vítimas não estavam com o esquema vacinal completo e não morreram de Covid-19, mas com Covid-19”, afirmou o secretário.

O gestor explicou que os pacientes apresentavam comorbidades e, devido à ausência de uma vacinação adequada, evoluíram para quadros mais graves da doença.

“São pacientes que já tinham comorbidades e, por não estarem com o esquema vacinal completo, acabaram desenvolvendo a forma mais severa da doença”, complementou.

Pedro ressaltou ainda que, apesar das mortes, a maioria dos casos registrados atualmente não evolui para gravidade, e os leitos hospitalares, incluindo os de UTI, não estão superlotados.

“A maior parte dos casos não evolui para quadros graves, e nossas UTIs não estão superlotadas. Esse é um ponto importante a ser destacado. Os leitos de terapia intensiva estão sendo ocupados, em sua maioria, por pessoas com outras condições clínicas, como politraumas causados por acidentes ou problemas graves de outra natureza”, concluiu o secretário.

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