Família de Patrícia Amieiro chama decisão da Justiça de adiar júri de ‘inacreditável’

O entendimento da Justiça foi de que não seria viável fazer a sessão plenária nesta terça-feira (11), como estava previsto

A família da engenheira Patrícia Amieiro chamou de ‘inacreditável’ a decisão da Justiça de adiar, pela segunda vez, o júri popular dos quatro acusados do desaparecimento da jovem, em 2008. A medida foi tomada depois que o Ministério Público entrou com um recurso para anular a decisão que recusou o depoimento de uma testemunha-chave.

Patrícia Amieiro — Foto: Reprodução/TV Globo

O entendimento da Justiça foi de que não seria viável fazer a sessão plenária nesta terça-feira (11), como estava previsto, porque, um novo júri deve contar com as mesmas provas apresentadas na sessão original. O caso ainda será analisado pela Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, portanto, não há data para o novo júri.

Para a família, é como se a Justiça não quisesse fazer justiça com esse adiamento. Como afirma o irmão da engenheira, Adriano Amieiro.

“Nossa família acha inacreditável o júri popular não estar acontecendo hoje simplesmente porque a Justiça não quis ouvir a testemunha ocular do crime. Gente, é uma testemunha ocular e o júri foi adiado, sei lá para quando? Será que essa testemunha vai aparecer? Será que ela vai estar viva? Quem é que vai se responsabilizar por isso? Isso beira o inacreditável. Nossos advogados, outros advogados, promotora, todo mundo se baseia no artigo 209, que afirma que a juíza poderia, sim, ouvir a testemunha a qualquer momento”, argumentou.

Os quatro acusados são policiais militares. No processo, Marcos Paulo Nogueira e Willian Luís Nascimento respondem por tentativa de homicídio. Já Fábio Silveira Santana e Marcos Oliveira, por fraude processual.

O novo júri foi marcado após o surgimento de uma testemunha, em 2020, que anulou todo o primeiro julgamento. Um taxista afirmou que estava atrás do carro da engenheira e afirmou ter visto não só o momento em que PMs atiraram no carro da jovem, mas também a retirada dela do veículo, ainda com vida.

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