O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu nesta sexta-feira (21), um encontro com tacacazeiras da região Norte do País, para dialogar sobre o possível registro do seu ofício como Patrimônio Cultural do Brasil. A iniciativa faz parte do processo de reconhecimento das práticas tradicionais ligadas à produção e comercialização do tacacá, iguaria típica da culinária amazônica.
Iphan reúne representantes do Norte para debater registro oficial do Tacacá como Patrimônio Cultural .Foto: Wagner Soares
O evento aconteceu simultaneamente, por meio de videoconferência, e funcionou como um espaço de escuta e troca de experiências, reunindo trabalhadoras do setor, membros das secretarias de cultura e representantes do Iphan em cada estado da região.
O objetivo da iniciativa é ampliar o conhecimento sobre o ofício das tacacazeiras, compreendendo seus saberes, técnicas e a importância dessa atividade para a identidade cultural das regiões amazônicas. Além de valorizar essas profissionais, o reconhecimento como Patrimônio Imaterial pode contribuir para a salvaguarda e a transmissão desse saber para as futuras gerações.
No ano passado, as superintendências do Norte realizaram ciclos de encontros para discutir o processo de registro do ofício das tacacazeiras. Em 2010, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), responsável pelo inventário das celebrações e saberes da cultura popular, entrou com o pedido de registro do Ofício de Tacacazeiras na região Norte no Livro dos Saberes. Desde 2023, o Iphan vem realizando estudos em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) para subsidiar esse pedido. O investimento para essas pesquisas veio de emenda parlamentar de autoria do senador Jader Barbalho (MDB-PA).
O tacacá
O tacacá é um prato produzido e consumido em diversas regiões da Amazônia brasileira, feito com produtos da mandioca, entre os quais o tucupi e a goma, camarão seco, jambu e diversos temperos.
