Justiça Eleitoral de SP condena Pablo Marçal por abuso de poder e o declara inelegível

Esta é a primeira condenação de Marçal por ilícitos eleitorais na campanha de 2024 que leva à sua inelegibilidade

O juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz, de São Paulo, condenou nesta sexta-feira o candidato derrotado do PRTB à Prefeitura de Pablo Marçal, por abuso de poder político e econômico e o declarou inelegível por oito anos, até 2032.

O coordenador jurídico da campanha de Marçal, Paulo Hamilton Siqueira Junior, vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para derrubar a decisão.

Esta é a primeira condenação de Marçal por ilícitos eleitorais na campanha de 2024 que leva à sua inelegibilidade, o que pode afastá-lo das pretensões de disputar a Presidência da República em 2026.

Marçal foi condenado por venda de apoio político. Durante a campanha eleitoral do ano passado, ele prometeu gravar vídeos de apoio a candidatos a vereador que fizerem transferências PIX no valor de R$ 5 mil para a campanha dele.

O empresário e influenciador Pablo Marçal (Foto: Facebook/Pablo Marçal)

À época, o influenciador divulgou um vídeo prometendo apoio a candidatos que fizerem ‘doações’ à campanha dele. “Você conhece alguém que quer ser vereador e é candidato? Que não seja de esquerda, tá? Esquerda não precisa avisar. Se essa pessoa é do bem e quer um vídeo meu para ajudar a impulsionar a campanha dela, você vai mandar esse vídeo e falar ‘olha aqui a oportunidade’. Essa pessoa vai mandar um PIX pra minha campanha, de doação, um PIX de R$ 5 mil”, diz o vídeo.

A decisão de Zorz foi tomada numa ação movida pelo PSB da deputada federal Tabata Amaral, que disputou com Marçal a corrida pela prefeitura de São Paulo.

Para o juiz eleitoral, a postura de Marçal configura “conduta altamente reprovável (gravidade qualitativa) e violadora dos princípio da legitimidade das eleições”.

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