O cineasta Sérgio de Carvalho publicou um desabafo em suas redes sociais, nesta sexta-feira (7), após a condenação do comerciante Rui Barros Vieira, acusado de ferir com uma chave de fenda o compositor Pedro Lucas Araújo, que tinha 20 anos à época.
Rui foi condenado a três anos, quatro meses e 25 dias de reclusão por lesão corporal dolosa (quando há intenção). Em seu depoimento, Sérgio lamentou a agressão que culminou na perda da visão de seu marido.

O crime aconteceu em maio de 2021, quando Pedro Lucas viu um amigo apanhando e tentou apartar a situação/ Foto: Redes Sociais
“Há quase 03 anos queria escrever este nome: Rui Barros. Postar sua imagem e dizer o quanto este homem trouxe dor, raiva e tudo o que é negativo, desde que tirou a visão do Pedrinho num golpe com uma chave de fendas e tudo nublou. Em um ato brutal e desproporcional, como bem escreveu o juiz em sua sentença, cegou um jovem músico em seus 20 e poucos anos. Hoje posso dizer: Rui Barros, Condenado!”, disse.
O crime aconteceu em maio de 2021, quando Pedro Lucas viu um amigo apanhando e tentou apartar a situação. Durante a confusão ele foi golpeado com um “mata-leão”, em seguida o agressor utilizou uma chave de fenda para perfurar seu olho esquerdo. Além disso, a vítima relatou ter sofrido ataques homofóbicos. Por conta do ferimento, Pedro Lucas ficou cego de um dos olhos.
Rui Barros deverá cumprir a pena em regime semiaberto, com monitoramento eletrônico. Ele também foi condenado por ter disparado uma arma durante a briga. O agressor deverá, ainda, pagar indenização de R$ 80 mil à vítima por danos morais e materiais.
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Em seu texto, Sérgio revelou a busca por justiça e não por vingança, e agradeceu o Ministério Público do Acre (MPAC) pelo acolhimento à vítima da agressão.
“Busquei sempre não confundir desejo de justiça com desejo de vingança. Ressignificar o que não tem ressignificação. As sequelas físicas, emocionais e psicológicas em Pedrinho são irreversíveis. Rui Barros, amante da ditadura, do mito, misógino, homofóbico. Nosso oposto. Não foi a condenação que esperávamos, mas qual seria a punição para reparar tamanho mal? Neste momento, o que nos importa: ele foi CONDENADO e este crime não ficou em vão. Muito obrigado ao @mpacre, pela posição firme e atuante, e, principalmente ao Centro de Atendimento às Vítimas, que nos acolheu desde o começo. Serviço imprescindível para a sociedade”, acrescentou.
