Na Câmara, secretário defende o ‘Aedes do Bem’ e diz que programa reduz infestação do mosquito

O projeto, que busca combater a dengue por meio da liberação de mosquitos geneticamente modificados, tem sido alvo de questionamentos sobre sua legalidade e eficiência

O secretário municipal de Educação de Rio Branco (Semsa), Rennan Biths, participou nesta quinta-feira (18) da sessão na Câmara dos Vereadores para esclarecer sobre denúncias acerca da aquisição de mais de 16 mil kits do “Aedes do Bem”, no valor de R$ 5 milhões, sem licitação. 

Secretário municipal de Educação de Rio Branco (Semsa), Rennan Biths/Foto: ContilNet

O projeto, que busca combater a dengue por meio da liberação de mosquitos geneticamente modificados, tem sido alvo de questionamentos sobre sua legalidade e eficiência por parte de alguns vereadores de oposição à Prefeitura de Rio Branco. Segundo o secretário, o processo de implantação da nova tecnologia teve início em fevereiro do ano passado, com estudos técnicos que antecederam a aquisição do material. 

“É importante a gente destacar que esse momento aqui na Câmara é um momento importante, porque é uma oportunidade que a gente tem de trazer todas as verdades com relação a toda essa polêmica que foi gerada, que vem se arrastando durante as últimas semanas e os promotores dela acabam atualizando as pautas e a proposta nossa aqui é que a gente consiga esclarecer cada uma delas”, disse.

Sobre a eficácia da tecnologia, o secretário citou experiências em outros municípios, como Araguaína (TO) e Congonhas (SP), onde a utilização do produto reduziu significativamente a infestação do mosquito. Dados do Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) indicam que a cidade registrou 10,3% de residências com presença do mosquito, muito acima do limite de 3,6% considerado seguro.

 “Por isso decretamos emergência e reforçamos a rede de atenção”, justificou.

Para evitar novos problemas, a Secretaria de Saúde está implementando um planejamento estratégico para receber o material em lotes e aplicá-lo imediatamente. “Nosso objetivo é garantir a eficácia dessa tecnologia e proteger a população contra a dengue”, acrescentou o secretário.

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