O São Paulo começou o Campeonato Paulista bem. Criou gordura na ponta do Grupo C, se distanciou dos outros três adversários e parecia evoluir em relação ao que apresentou na reta final da temporada passada, principalmente com a chegada de Oscar.
Nas últimas partidas, porém, jogou tudo por água abaixo.
A derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, na quarta-feira, foi o quinto jogo seguido do São Paulo sem vitórias. Já havia perdido para o Red Bull Bragantino e empatado com Inter de Limeira, Velo Clube e Palmeiras. Desta vez no Morumbis, o Tricolor ouviu vaias ao apito final e se viu distante de um torcedor pouco confiante na recuperação do trabalho do técnico Luis Zubeldía.
Nas redes sociais, um grande termômetro nos tempos atuais, a confiança no treinador argentino diminui a cada desempenho abaixo do esperado. Para piorar, o São Paulo não tem conseguido nenhuma das duas coisas que poderiam reconquistar o torcedor: nem vence nem convence. Ultimamente, tem deixado um ar de decepção, principalmente contra adversários mais frágeis.
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Calleri em ação na partida contra a Ponte Preta — Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Já havia sido assim contra Inter de Limeira e Velo Clube, dois dos piores times do Campeonato Paulista. Diante da Ponte Preta, que tem campanha muito melhor do que a do São Paulo (22 pontos contra 16), o Tricolor, mesmo com orçamento maior e estrelas em campo (como Lucas, Calleri e Oscar), também não conseguiu desempenhar o melhor futebol.
A qualidade das apresentações do São Paulo parece cair com o passar do tempo, num movimento contrário ao que deveria ser o natural. A temporada começou bem, com vitória no clássico contra o Corinthians, liderança no Grupo C, mas o Tricolor chega à rodada final da primeira fase do Paulistão sem a ponta garantida para decidir as quartas de final em casa, ao lado de seu torcedor.
O desempenho defensivo é o principal ponto de atenção. Do Velo Clube, que tem apenas 12 gols marcados no Campeonato Paulista, o Tricolor levou três. Nesta quarta-feira, contra a Ponte Preta, levou mais dois, em dois lances de erros coletivos de seus jogadores.
Ofensivamente, falta criatividade. O Tricolor abusa de cruzamentos para a área, não consegue furar bloqueios de adversários que se propõem a ficar na defesa em busca de contra-ataques (foi assim contra Inter de Limeira e Ponte Preta) e não mostra variação tática para mudar o rumo de partidas que não vão bem. Hoje, o trabalho não é bom.
Já classificado para o mata-mata, o São Paulo parece não dar a devida importância para as partidas finais da fase de grupos do Paulistão. Agora, porém, ainda não tem a liderança garantida e pode precisar enfrentar o Novorizontino, nas quartas, fora de casa.
O último duelo da fase de grupos será no domingo, às 18h30, contra o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maior, no ABC paulista.
