Uma serpente da espécie jararaca-do-norte foi encontrada no quintal de uma residência no bairro Aeroclube, em Porto Velho. O animal, considerado de alta periculosidade, foi capturado pelo Corpo de Bombeiros e devolvido ao seu habitat natural.
A cobra foi encontrada pela moradora da casa que, assustada, decidiu ligar para o irmão. Ao g1, o instrumentador cirúrgico, Weslley Allan, de 30 anos, informou que era madrugada quando foi surpreendido pelo chamado da irmã, Bruna, que mora na casa da mãe no mesmo terreno.
Cobra venenosa encontrada em residência de Porto Velho — Foto: Reprodução
“Duas e meia da manhã minha irmã foi até minha casa, bateu na na minha janela me chamando e falou que tinha uma cobra lá no no no quintal”, contou.
Weslley, que já serviu ao Exército, disse estar acostumado a situações semelhantes e rapidamente identificou que se tratava de uma serpente venenosa. Por isso, pediu à irmã que mantivesse o cachorro em segurança e acionasse o Corpo de Bombeiros.
“Os bombeiros foram super atenciosos. Cerca de vinte e cinco minutos no máximo a viatura já estava lá e levaram o animal”, finalizou.
Serpente é uma das mais perigosas, diz biólogo
De acordo com o biológico Adriano Martins da Silva, pós-graduado em zoologia, a serpente é responsável pela maior quantidade de acidentes por picada de cobras no Brasil.
“Ela tem um veneno letal. Mas, para que haja o risco e a letalidade a partir de uma picada, você precisa estar em uma área remota, sem acesso à assistência médica. Se a pessoa tiver acesso ao soro antiofídico, o risco de letalidade é superbaixo”, esclarece Adriano.
Ainda segundo o biólogo, existem diferenças quanto ao tipo de risco que ela pode oferecer, dependendo da idade do anima
“Quando ela é jovem e possui o rabo branco, o veneno dela é mais hemorrágico, podendo causar hemorragias mais severas. Já na idade adulta, o veneno é mais proteolítico, apodrecendo o tecido ou podendo levar a amputações”, afirma o biólogo.
Hábitos do animal
De hábitos majoritariamente noturnos, a serpente também pode ser vista de dia. Entre os principais fatores que levam o animal a buscar as áreas urbanas estão o desmatamento e a busca por novas áreas de reprodução.
“Quando há desmatamento no entorno da cidade, automaticamente você tem a perda da cobertura florestal. Esses animais, que são territorialistas, tendem a procurar habitats deles ao redor de onde são feitos os depósitos de ovos”, afirma.
Segundo o especialista, as chuvas podem fazer com que esses animais se aproximem.
“Existe uma correlação do período de chuva com o período reprodutivo. Isso é sazonal, acontece mais ou menos na mesma época do ano. Quando chega a chuva, é o período de dispersão maior delas”, esclarece Adriano.
A orientação dos bombeiros, no caso de encontros de animais peçonhentos, é sempre manter-se afastado e acionar o número 193.
