Síndrome de Estocolmo? Vídeo mostra refém do Hamas beijando sequestradores

O Hamas libertou seis reféns na cidade de Gaza neste sábado, e um deles foi flagrado em um gesto inesperado com seus sequestradores

Neste sábado (22), o Hamas libertou seis reféns israelenses em Gaza, dois deles estavam detidos há cerca de uma década. Porém, é um vídeo de um refém beijando membros do Hamas que circula na internet. Internautas especulam uma possível Síndrome de Estocolmo.

Tal Shoham, Avera Mengistu, Eliya Cohen, Omer Shem Tov, Omer Wenkert e Hisham al-Sayed foram os reféns libertados hoje. Mengistu e al-Sayed estavam detidos há cerca de uma década. Segundo informações do The Sun, eles foram capturados pelo Hamas após entrarem em Gaza separadamente, em circunstâncias inexplicáveis.

Seis reféns israelenses foram libertados pelo Hamas neste sábado/Foto: CMTV/ND

Omer Shem Tov, um jovem luso-israelense de 21 anos, sequestrado no festival de música durante o ataque de 7 de outubro de 2023, surpreendeu a todos ao beijar seus captores.

Shem Tov, ao reencontrar seus pais, disse: “Vocês são heróis” e, no helicóptero a caminho do hospital, escreveu em um quadro branco: “Agora está tudo bem! Obrigado ao querido povo de Israel, e a todos os soldados! Eu quero um hambúrguer”.

A avó do jovem ficou muito feliz com o seu retorno e falou “Omer, minha alegria! Minha vida” ao ver seu neto.

O que é síndrome de Estocolmo?

Especialistas explicam que a Síndrome de Estocolmo pode ocorrer como uma reação psicológica de apego das vítimas aos seus sequestradores. A ação de Shem Tov gerou debates nas redes sociais sobre a Síndrome de Estocolmo, um fenômeno que faz com que as vítimas de sequestro, assim como Omer, desenvolvam afeição ou empatia por seus sequestradores.

De acordo com a ITO Psiquiatria, a Síndrome de Estocolmo pode fazer com que as vítimas justifiquem ou desculpem as ações dos agressores e criem uma ligação emocional com eles.

“É importante dizer que nem todos em sequestro ou cativeiro desenvolvem a Síndrome de Estocolmo. Ela faz parte das reações humanas e é vista como uma maneira de lidar psicologicamente com trauma. No entanto, ela aparece de forma diferente em cada pessoa, dependendo da situação específica”, diz a equipe da clínica de Psiquiatria.

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