O desperdício de água potável continua sendo, ao longo dos anos, um grande problema no país, e no Acre a situação não é diferente, pois o estado está entre os sete que mais perdem esse recurso antes mesmo que ele chegue às residências da população, se configurando como um dos maiores desafios país na área de infraestrutura de saneamento.

O Acre está entre os estados com maior desperdício de água/ Foto: Reprodução
Um estudo do Instituto Trata Brasil aponta que a capital Rio Branco ficou entre os 10 municípios brasileiros com maior perda na distribuição de água, número que chega a 56,69% em 2024.
A nível estadual, o índice de perda na distribuição de água chega a 66,61% no Acre, perdendo somente para o Amapá, que desperdiça pouco mais de 71% de toda a água tratada que produz.
No Acre, a água tratada desperdiçada é o equivalente a 52 piscinas olímpicas, o que seria suficiente para atender cerca de 297 mil pessoas, aponta o levantamento.
A ausência de acesso à água potável facilita a propagação de diversas doenças, como diarreia, hepatite A, dengue, malária, leptospirose e conjuntivite. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis às consequências da precariedade sanitária. Em 2024, o estado registrou 1.406 internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.
O desperdício de água ocorre principalmente devido a vazamentos, falhas na medição e consumo não autorizado. De acordo com a Portaria 490/2021 do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o índice aceitável de perdas na distribuição deveria ser de, no máximo, 25%. No entanto, a média nacional atinge os 37,8%.
