O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está no Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar a sessão que decidirá sobre a aceitabilidade da denúncia apresentada contra ele por tentativa de golpe de Estado.
O julgamento ocorre na 1ª Turma do STF, composta pelos ministros Cristiano Zanin (presidente), Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
Ex-presidente ficou cara a cara com os ministros/Foto: Reprodução
Bolsonaro chegou à Corte por volta das 9h25 e sentou-se na primeira fileira do plenário, ao lado de seus três advogados, ficando cara a cara com o ministro Alexandre de Moraes. A presença do ex-presidente reforça a estratégia de sua defesa, que classifica a denúncia como “absurda” e afirma que ele faz questão de enfrentar as acusações diretamente. A ida de Bolsonaro ao STF foi antecipada por seu advogado, Paulo Cunha Bueno.
Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro se tornará o primeiro ex-presidente brasileiro a se tornar réu por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Se a denúncia for rejeitada, o processo será arquivado.
FIQUE POR DENTRO: STF: acompanhe ao vivo sessão que pode tornar réus Bolsonaro e aliados
Além de Bolsonaro, outros sete aliados também são alvos da ação e podem se tornar réus pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. São eles:
- Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha do Brasil;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
- General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência;
- Mauro Cid, ex-chefe da Ajudância de Ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
A tentativa de impedir que os ministros Zanin, Moraes e Dino participassem do julgamento foi rejeitada pelo STF, representando uma derrota para a defesa bolsonarista. O resultado do julgamento definirá os próximos passos do processo e pode ter impactos significativos no cenário político do país.
