Os deputados suspenderam o grande expediente da sessão desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para discutir com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) a situação dos produtores rurais que estão com produtos acumulados devido à falta de escoamento.
Os manifestantes são do município de Capixaba, no interior do Acre. Eles classificam como difícil a situação enfrentada pelo setor e pedem que o Governo compre esses produtos para evitar prejuízos maiores.
A reunião, que acontece na sala da presidência da Aleac, é mediada pelos deputados Edvaldo Magalhães e Arlenilson Cunha, e conta com a presença do secretário adjunto de Administração da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Reginaldo Prattes.
“O governo precisa tomar uma providência, pois é inadmissível que os nossos produtores produzam e não tenham possibilidades de escoamento, já que o Governo tem orçamento para isso, para contemplar esse grupo”, disse o deputado Edvaldo Magalhães.
A presidente da Cooperativa dos Produtores e da Associação Unidos para Vencer do Assentamento Campo Alegre, dona Nilva, que marcou presença na Aleac nesta terça-feira (18), destacou que a principal reivindicação dos agricultores é garantir a venda de suas produções.
“Nós viemos aqui reivindicar nosso direito de vender, de escoar a produção e de continuar trabalhando. Não é justo produzir e, na hora da colheita, não ter para quem entregar”, afirmou.
O secretário adjunto da SEE disse à reportagem do ContilNet que o Governo está comprometido com a causa e buscando formas de contemplar os produtores.
secretário adjunto de Administração da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Reginaldo Prattes/Foto: ContilNet
“A decisão foi a seguinte, o que foi deliberado: a gente entende a questão da estocagem. Existem duas situações. É a instrução dos processos, que está em andamento. A gente assumiu o compromisso aqui de acelerar toda essa instrução do processo mental. Mas existe também a questão do montante, do balizador. Por questões legais, a gente tem que ter referência de preço. E aí a gente já passou aqui os montantes, quais são os valores. Os deputados irão conversar com os produtores e a gente também, para poder pegar esses processos que estão em análise jurídica de montante, de valor, porque é chamamento público, para poder também avançar”, explicou.
“Avançando nesse ajuste de valores para os processos de Rio Branco, nós já temos como avançar e dar ordem de entrega. Então, isso vai ajudar a diminuir a estocagem e, consequentemente, não ter a questão da perda como está tendo em relação a esses produtos, principalmente do Maracujá”, finalizou.
