O advogado de Maicol Antônio Sales, único suspeito preso pelas investigações do caso Vitória até o momento, afirmou que o cliente está “sendo taxado como um dos maiores assassinos que existe na face da Terra” e reafirmou que Maicol não tem envolvimento com o crime.
Ao Metrópoles, José Almir, responsável pela defesa do detido, afirmou que a prisão foi desnecessária: “Ele foi pessoalmente, espontaneamente. Quando viu o nome dele envolvido nesta situação, ele foi na polícia e contribuiu entregando o carro. Não havia necessidade [da prisão]”.
Valentina Moreira/Metrópoles
Por isso, o advogado vai entrar com um pedido para revogar a prisão de Maicol ainda nesta terça-feira (11/3).
“Ele quer mais do que ninguém que isso seja resolvido. Que se ache o culpado. Ele com certeza não, porque se ele fosse o culpado não iria se apresentar e se entregar na polícia”.
Dono do Corolla
Maicol foi preso no último sábado (8/3) suspeito de envolvimento no assassinato de Vitória Regina de Souza, de 17 anos, encontrada morta em uma área rural de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo.
Ele é apontado como dono de um Corolla prata que fez o mesmo trajeto no mesmo horário que a adolescente quando ela ia para casa. A polícia acredita que o veículo tenha sido usado no assassinato Vitória.
O pedido de prisão temporária de 30 dias foi decretado sob a justificativa de que o dono do carro apresentou contradições sobre o seu paradeiro na noite do crime.
“Existem fortíssimos indícios de envolvimento de Maicol com os fatos investigados, além do que as versões contraditórias acerca de seu paradeiro na data dos fatos, especialmente na noite de 26/2, sugerem tentativa de obstruir a persecução criminal e torna flagrante a possibilidade de influenciar futuros depoimentos”, escreveu na sentença a juíza Juliana Franca Bassetto Diniz Junqueira, da Comarca de Jundiaí, cidade do interior paulista.
Veja o momento da prisão:
Na mesma decisão, a juíza negou o pedido de prisão temporária de outro investigado, Daniel Lucas Pereira, mantendo, porém, autorização para cumprimento de busca e apreensão contra ele.
Contradições entre o depoimento de Maicol Antonio Sales dos Santos e o da esposa do suspeito foram fundamentais para que o dono do Corolla prata fosse detido. O suspeito disse à polícia que, na noite do desaparecimento da jovem, em 26 de fevereiro, estava em casa com a sua esposa. A mulher, contudo, desmentiu a versão e disse que, naquele dia, havia dormido na casa de sua mãe.
Ela também disse à polícia que chegou a desconfiar de uma eventual traição do suspeito, após ficar sabendo por um amigo que o carro dele – o Corolla prata – havia sido visto fora de casa. A mulher teria confrontado o companheiro sobre o boato, que foi negado por ele.
