O parque de exposições, onde tradicionalmente ocorre a Expoacre, se transforma em uma verdadeira cidade durante o período de alagação em Rio Branco, onde a população desabrigada é acolhida pelo poder público.
Com abrigo separado, assistência social dá atenção especial a autistas desabrigados pela enchente. Foto: Reprodução
Dentre as pessoas acolhidas, estão aquelas que tem algum tipo de deficiência, que necessitam de um acolhimento especial. Ainda dentro deste grupo, encontra-se aquelas famílias que contam com crianças e adolescentes autistas, que tem uma dificuldade ainda maior em mudar toda a dinâmica de sua rotina. Para explicar como está acontecendo o acolhimento a este público no parque de exposições, o ContilNet conversou com o Diretor de Assistência Social da prefeitura, Ivan Ferreira.
“Quando a família abre o chamado para ser resgatada, ela pode colocar as necessidades dela. Caso ela seja encaminhada aqui para o parque, a gente faz a identificação, e se necessário, faz esse remanajamento. A pessoa tem livre poder de escolha, se ela quer ir para a escola que destinamos exclusivamente para este público ou ficar aqui no parque, como ela quiser”, disse
O abrigo é localizado no bairro Cidade Nova, na escola Willy Viana, e recebe aquelas famílias que contam com integrantes autistas que preferem utilizar o espaço mais reservado, do que as instalações montadas no parque de exposição.
Ferreira reforça que a equipe segue empenhada em acolher todos que chegam da melhor maneira, mesmo com o grande número de abrigados, que já se aproxima das 100 famílias.
“O número de famílias atingidas já está chegando em quase 100, estamos com mais de 300 pessoas no parque. É uma cidade praticamente. Estamos aqui cumprindo nossa missão e sempre prestando o serviço que compete a área de assistência social e direitos humanos, sempre na garantia da dignidade de todos os cidadãos” reforçou.
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