A escuridão tomou conta de monumentos icônicos ao redor do mundo na noite de 22 de março de 2025, marcando mais uma edição da Hora do Planeta. O evento, realizado anualmente, convida pessoas, empresas e governos a apagarem as luzes por 60 minutos, das 20h30 às 21h30 no horário local, como um gesto simbólico de alerta sobre as mudanças climáticas e a necessidade de proteger o meio ambiente. Neste ano, a participação foi massiva, com cidades inteiras mergulhadas em sombras para destacar a urgência de ações sustentáveis. Do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ao Empire State Building, em Nova York, a iniciativa reuniu milhões de apoiadores em uma demonstração visual impactante.
Em Lisboa, os principais pontos turísticos, como a Torre de Belém e o Castelo de São Jorge, ficaram às escuras, refletindo o compromisso português com a causa. Já em Londres, o London Eye, às margens do rio Tâmisa, apagou suas luzes coloridas, enquanto o Big Ben, ao fundo, reforçava a mensagem com sua silhueta silenciosa. A mobilização global, organizada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), também alcançou o coração da Itália, onde prédios históricos como o Montecitorio e o Palazzo Chigi, em Roma, aderiram ao apelo por um planeta mais equilibrado.
O movimento, que começou em 2007 na cidade de Sydney, na Austrália, cresceu exponencialmente ao longo dos anos. Hoje, ele abrange mais de 180 países e territórios, transformando-se em uma das maiores campanhas ambientais do mundo. A edição de 2025 trouxe um foco renovado na redução das emissões de carbono e na preservação da biodiversidade, temas que dominaram as discussões globais após relatórios recentes indicarem um aumento alarmante nas temperaturas médias do planeta.
Principais monumentos que aderiram ao apagão
A participação de monumentos famosos é um dos destaques da Hora do Planeta, servindo como um lembrete visual da escala do problema ambiental. Confira alguns dos locais que desligaram suas luzes em 2025:
- Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ficou envolto em escuridão, destacando o papel do Brasil na luta contra o desmatamento.
- Arco do Triunfo, em Paris, apagou-se, reforçando o compromisso francês com o Acordo de Paris.
- Empire State Building, em Nova York, simbolizou a adesão dos Estados Unidos ao movimento.
- Praça de São Pedro, no Vaticano, uniu-se à causa, refletindo a preocupação da Igreja Católica com a sustentabilidade.
Impacto histórico e crescimento do movimento
Desde sua criação, a Hora do Planeta tem evoluído de um evento local para uma plataforma global de conscientização. Em sua primeira edição, mais de 2,2 milhões de pessoas e 2 mil empresas em Sydney apagaram as luzes, reduzindo o consumo de energia da cidade em cerca de 10% durante uma hora. Esse marco inicial inspirou outras nações a se juntarem, e, em 2025, o alcance foi ainda mais impressionante, com estimativas apontando que bilhões de pessoas participaram direta ou indiretamente. O evento também ganhou apoio de governos e organizações, que aproveitaram a data para anunciar metas ambientais mais ambiciosas.
Nos últimos anos, a iniciativa expandiu seu escopo além do simples ato de desligar as luzes. Campanhas paralelas incentivam mudanças de hábitos, como a redução do uso de plásticos descartáveis e a adoção de energias renováveis. Em Hong Kong, por exemplo, o horizonte repleto de arranha-céus apagou-se parcialmente, enquanto autoridades locais divulgaram planos para aumentar a eficiência energética em edifícios públicos. No Brasil, o apagão do Cristo Redentor foi acompanhado por debates sobre a preservação da Amazônia, que perdeu mais de 11 mil quilômetros quadrados apenas em 2024, segundo dados oficiais.
A mobilização também reflete a crescente preocupação com os efeitos das mudanças climáticas. Relatórios recentes mostram que o planeta já aqueceu cerca de 1,2°C desde a era pré-industrial, e cientistas alertam que ultrapassar 1,5°C pode trazer consequências irreversíveis, como o derretimento acelerado de geleiras e a elevação do nível do mar. Nesse contexto, a Hora do Planeta serve como um chamado à ação, unindo comunidades em prol de um objetivo comum.
Cidades brasileiras na linha de frente
No Brasil, a adesão à Hora do Planeta em 2025 foi significativa, com diversas capitais participando ativamente. No Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, um dos cartões-postais mais conhecidos do mundo, ficou apagado por 60 minutos, criando uma imagem poderosa contra o céu noturno. Em São Paulo, a Ponte Estaiada e o Edifício Copan também aderiram, enquanto em Belo Horizonte a Praça da Liberdade foi destaque. Prefeituras aproveitaram a ocasião para promover campanhas de educação ambiental, distribuindo materiais sobre reciclagem e uso consciente de recursos.
O envolvimento brasileiro não é novidade. Desde 2009, o país participa oficialmente do evento, e o número de cidades engajadas cresce a cada edição. Em 2025, mais de 100 municípios brasileiros desligaram as luzes de prédios públicos e monumentos, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A iniciativa também coincidiu com esforços locais para reduzir o impacto das queimadas, que atingiram níveis recordes em algumas regiões do Pantanal e da Amazônia nos últimos meses.
Marcos globais que impressionaram
Além dos exemplos já mencionados, outros monumentos ao redor do mundo chamaram a atenção durante a Hora do Planeta de 2025. Em Tóquio, a Torre de Tóquio apagou suas luzes vermelhas, brancas e verdes, enquanto em Sydney, a Opera House, marco original do evento, voltou a mergulhar na escuridão. Na África do Sul, a Table Mountain, em Cape Town, também participou, oferecendo uma vista única para os moradores e turistas que acompanharam o apagão.
Esses locais não apenas reforçam a mensagem ambiental, mas também atraem cobertura midiática significativa, ampliando o alcance da campanha. Em muitas cidades, o evento foi acompanhado por atividades presenciais, como caminhadas à luz de velas e palestras sobre sustentabilidade. Em Londres, por exemplo, grupos se reuniram próximo ao London Eye para discutir soluções climáticas, enquanto em Paris voluntários distribuíram panfletos sobre eficiência energética.
Cronologia da Hora do Planeta no mundo
A trajetória do evento reflete seu impacto crescente ao longo das décadas. Veja os principais marcos:
- 2007: Primeira edição em Sydney, com 2,2 milhões de participantes.
- 2011: Expansão para 135 países, incluindo o Brasil.
- 2020: Adaptação para formatos virtuais devido à pandemia, alcançando recorde de engajamento online.
- 2025: Mais de 180 países participantes, com foco em biodiversidade e redução de carbono.
Esforços além do apagão
A Hora do Planeta vai além de uma hora sem luzes. Em 2025, diversas cidades aproveitaram o evento para lançar projetos de longo prazo. Em Lisboa, autoridades anunciaram um plano para plantar 10 mil árvores nos próximos dois anos, enquanto em Nova York houve o compromisso de reduzir em 20% o consumo de energia em edifícios municipais até 2030. Essas ações mostram como o movimento inspira mudanças concretas, conectando o simbolismo do apagão a resultados práticos.
No Brasil, o evento também serviu como palco para discutir a crise hídrica, que afetou reservatórios em várias regiões ao longo do último ano. Especialistas apontam que a geração de energia hidrelétrica, responsável por mais de 60% da matriz energética nacional, enfrenta desafios crescentes devido a períodos de seca prolongada. Assim, a Hora do Planeta reforçou a necessidade de diversificar as fontes de energia, com ênfase em solar e eólica.
A participação global em 2025 destacou ainda mais a força do movimento. Em Hong Kong, a redução temporária no brilho dos arranha-céus foi acompanhada por uma campanha de conscientização sobre o desperdício de energia. Já na Itália, o apagão no Vaticano chamou a atenção para o apelo do Papa Francisco por uma “ecologia integral”, que une cuidado ambiental e justiça social.
Lugares que marcaram a edição de 2025
Alguns locais se destacaram pela beleza e simbolismo durante o apagão:
- London Eye: A roda-gigante às margens do Tâmisa ficou apagada, criando um contraste com a cidade iluminada.
- Opera House: Em Sydney, o marco original da campanha voltou a apagar suas luzes, emocionando os australianos.
- Torre de Tóquio: O Japão reforçou sua participação com o desligamento de um de seus ícones mais conhecidos.
- Table Mountain: Na África do Sul, a montanha escurecida impressionou moradores e visitantes.
A edição de 2025 da Hora do Planeta deixou claro que a luta por um planeta sustentável depende de esforços coletivos. De monumentos históricos a arranha-céus modernos, o apagão global uniu nações em um gesto simples, mas poderoso, que ressoa como um alerta para o futuro.
