Dias após bate-boca na Casa Branca, Zelensky diz estar pronto para trabalhar sob a liderança de Trump

Presidente ucraniano chamou o episódio de "lamentável" e diz que "é hora de consertar as coisas"

Após um bate-banca na Casa Branca e de os Estados Unidos suspenderem a ajuda militar à Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou, nesta terça-feira (4), estar pronto para trabalhar sob a liderança de Donald Trump para buscar a paz.

Presidente Donald Trump discute com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy na Casa Branca, em 28 de fevereiro de 2025 — Foto: Reuters/Brian Snyder/File Photo

“Estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump para obter uma paz duradoura”, afirmou o ucraniano em uma postagem na rede social X. “Nenhum de nós quer uma guerra sem fim. A Ucrânia está pronta para sentar à mesa de negociações o mais rápido possível e trazer uma paz duradoura. Ninguém deseja a paz mais do que os ucranianos.”

Zelensky classificou o bate-boca, ocorrido na sexta-feira (28) durante uma visita do ucraniano a Washington, como um episódio lamentável.

“Nossa reunião em Washington, na Casa Branca, na sexta-feira, não foi como deveria ter sido. É lamentável que tenha acontecido dessa forma. É hora de consertar as coisas. Gostaríamos que a cooperação e a comunicação futuras fossem construtivas”, postou o presidente ucraniano.

Na véspera, EUA suspenderam ajuda à Ucrânia

As declarações de Zelensky foram dadas um dia depois de os Estados Unidos suspenderem a ajuda militar à Ucrânia.

A medida foi tomada depois que Trump mudou a postura de alinhamento dos EUA em relação à Ucrânia, que vinha desde o início da guerra.

Nesta terça, o presidente ucraniano agradeceu ao apoio militar dos Estados Unidos à Ucrânia, e Zelensky sugeriu como primeiros passos de um acordo a libertação de prisioneiros e uma trégua aérea, com a proibição de mísseis, drones de longo alcance e ataques a infraestruturas civis.

“Queremos avançar rapidamente para todos os próximos estágios e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final”, afirmou.

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