Educação entra na trend do Studio Ghibli e mostra como artes seriam se tivessem sido feitas por Hélio Melo

A publicação ainda brinca com um dos maiores clássicos do animador Hayao Miyazaki

Nos últimos dias as redes sociais entraram em uma nova trend, que consiste em transformar fotos, recriando elas no estilo do animador japonês Hayao Miyazaki, a principal mente por trás do Studio Ghibli, responsável por clássicos da animação como A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro e O Castelo Animado.

A Secretaria de educação brincou com a Trend/Foto: Reprodução

Entrando na brincadeira, mas com um toque mais regional, a Secretaria de Educação do Estado (SEE) publicou uma sequência de imagens com a arte inspirada nos traços do seringueiro, artista e escritor Hélio Melo.

“Nada de castelo voando… aqui as escolas nascem no meio da floresta mesmo, entre seringueiras e histórias reais. No lugar dos bichinhos mágicos, tem aluno forte e educação em todo o estado”, diz a legenda da publicação, referenciando as obras de Miyazaki.

Quem foi Hélio Melo?

Hélio Melo foi um artista plástico, compositor, músico e escritor nascido no interior do estado do Amazonas. Trabalhou como seringueiro no Acre, emprego no qual realizava tarefas árduas que envolviam desde a extração até o transporte do produto das seringueiras. Em meio a esta aridez, Hélio Melo encontrou inspiração e referências para se tornar um artista autodidata. A singularidade de sua obra está no retrato de experiências de vida compartilhadas por famílias de seringueiros, refletindo a situação mais ampla de milhões de brasileiros submetidos a séculos de negligência ou opressão planejada pelo Estado. Em pinturas aparentemente despretensiosas, ele captura a destruição metódica da floresta enquanto defende alianças entre seus verdadeiros guardiões.

O universo amazônico é personagem central de sua produção plástica, que traz inúmeras referências cifradas aos mitos, personagens e costumes da floresta aprendidos nos anos em que o artista viveu e trabalhou na mata. Em seus desenhos e pinturas, retrata o simbolismo do seringueiro, marcado pelo aprendizado com a natureza e com os povos indígenas. Interpreta o cotidiano percorrido pelo imaginário amazônico, destacando a dimensão simbólica dos conflitos sociais e ecológicos da região. Sua obra também está ligada a passagens da vida do artista e a fatos vivenciados ou presenciados por ele.

Com informações Almeida & Dale
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