Evo Morales ainda sonha com a Presidência, mas segue foragido e e cercado por seguidores armados

Cercado por barreiras e escoltado por aliados, ex-presidente desafia decisão judicial que bloqueia sua participação nas eleições

Refugiado em uma área remota da Bolívia, Evo Morales se mantém protegido por um grupo de seguidores armados, enquanto tenta viabilizar sua candidatura à Presidência. Apesar de estar impedido judicialmente de concorrer e enfrentar acusações que podem levá-lo à prisão, o ex-presidente ainda conta com forte apoio popular, especialmente entre produtores de coca.

Em um bunker localizado em Lauca Eñe, na região de Cochabamba, Morales se cerca de cerca de 2 mil apoiadores que organizam rondas diárias para impedir sua captura. Ele se comunica com seus seguidores por meio da Rádio Kawsachun Coca, que opera na região, e se mantém ativo politicamente.

Foto: Reprodução

Mesmo foragido, Morales ainda tem chances de vencer, caso consiga concorrer. Seu governo, entre 2006 e 2019, foi marcado por crescimento econômico e políticas sociais, o que alimenta a nostalgia de parte da população diante da atual crise. No entanto, ele enfrenta resistência do atual presidente Luis Arce, que assumiu o controle do partido Movimento ao Socialismo (MAS), forçando Morales a buscar outra legenda.

O ex-presidente nega as acusações de estupro e tráfico de pessoas, classificando-as como perseguição política. Para evitar sua prisão, seus aliados criaram bloqueios ao redor da área onde ele está escondido, dificultando o acesso das autoridades. Questionado sobre a possibilidade de não disputar as eleições, Morales foi direto: “Não há plano B”.

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