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Fundação Elias Mansour conhece o Boi Carion, manifestação cultural do Acre

Por Suene Almeida, ContilNet

Recentemente, o presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, teve a oportunidade de conhecer o Boi Carion, um grupo cultural tradicional de Mâncio Lima, no Acre, que mantém viva uma das manifestações culturais importantes da região.

O grupo existe desde 2009 e é uma das principais expressões do reisado, que se assemelha ao Bumba Meu Boi, muito popular no nordeste do Brasil. O Boi Carion carrega em sua história uma ligação com o passado, tendo origem na década de 1930, quando o folguedo nordestino foi introduzido no Acre.

O festejo do boi no Acre acontece anualmente por 13 noites consecutivas, começando no dia de Natal/ Foto: Reprodução Instagram

Apesar da semelhança, o boi acreano não é uma reprodução fiel do nordestino, carregando consigo influência da música e dança indígena, o que modificou o folguedo e deu caraterísticas próprias ao boi, tornando-o uma manifestação única.

O festejo do boi no Acre acontece anualmente por 13 noites consecutivas, começando no dia de Natal e indo até o Dia de Reis. Além dessas apresentações durante o ciclo natalino, o grupo também realiza apresentações pontuais ao longo do ano, mantendo a chama da tradição acesa.

. O reisado chegou a ficar parado por vários anos devido à falta de incentivo e recursos financeiros para sua continuidade. Mas, em 2019, sob a liderança do mestre Tião Moura, o Boi Carion retomou suas apresentações.

Atualmente, cerca de 40 pessoas estão envolvidas diretamente no projeto, trabalhando na manutenção, apresentação e transmissão do saber cultural.

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