O documentário Nazaré de Xapuri, dirigido e produzido por Adalberto Queiroz, estreia neste sábado (8), às 14h30, no auditório do Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco.
A produção, viabilizada por meio da Lei Paulo Gustavo e apresentada à Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), busca dar visibilidade à trajetória da cantora e compositora acreana, cuja história ainda é pouco conhecida em sua terra natal.
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Nazaré Pereira retornou ao Acre para a gravação do longa / Foto: cedida
A obra retrata a vida e a carreira de Nazaré Pereira, nascida em Xapuri, que aos 7 anos mudou-se para Belém (PA) com a mãe. Após concluir os estudos, transferiu-se para o Rio de Janeiro (RJ), onde ingressou no teatro e descobriu sua paixão pela música e dança. Seu talento a levou a compor e interpretar suas próprias canções, abrindo portas para apresentações internacionais, especialmente na França, onde reside atualmente. Mesmo tendo convivido com grandes nomes da música brasileira, como Luiz Gonzaga, a artista ainda não tem o devido reconhecimento no Acre, o que motivou Adalberto Queiroz a produzir o filme.
Além de destacar a trajetória artística de Nazaré, o documentário mergulha no cotidiano dos seringueiros no interior do Acre, contextualizando a origem da cantora e sua relação com a cultura amazônica. Segundo Adalberto Queiroz, a produção permite ao público conhecer a história de uma acreana que saiu da floresta e conquistou reconhecimento internacional com sua música e identidade cultural.
“O filme oferece uma visão sobre a verve artística e histórica de Nazaré Pereira, trazendo elementos que representam a nossa terra, como a vida nos seringais e os caminhos percorridos por essas pessoas. É um resgate de uma personalidade que levou a cultura amazônica ao mundo e se revelou um verdadeiro talento musical”, afirma o diretor, que também preside a Academia Acreana de Letras (AAL).
O desenvolvimento do roteiro contou com a colaboração de diversos acreanos, incluindo moradores de Xapuri e jornalistas, tornando-se uma produção coletiva. Duas pré-estreias já foram realizadas, uma na cidade natal da artista e outra no Cine Teatro Recreio, em Rio Branco.

Nazaré Pereira e Luiz Gonzaga nas ruas de Paris, em 1982 / Foto: cedida
Com o documentário, Adalberto Queiroz busca ampliar o acesso do público à história de Nazaré Pereira, valorizando sua contribuição para a cultura amazônica. A obra apresenta sua trajetória como mulher e artista, mostrando como sua música e arte são uma extensão das raízes acreanas, carregando consigo a identidade, a biodiversidade e as tradições da Amazônia para o mundo.

