Os impactos ambientais das ações humanas se tornaram assunto de discussão mundial desde 1995, quando aconteceu a primeira Conferência das Partes (COP), em Berlim. Depois de 16 anos, foi criado no Brasil, o Dia Nacional Conscientização Sobre Mudanças Climáticas, comemorado no dia de hoje, 16 de março.
Visando conscientizar a população acreana sobre a temática ,e explicar como as mudanças climáticas afetam os extremos vividos no estado, com uma forte seca atingindo o Acre no segundo semestre de 2024, e poucos meses depois, já nos primeiros meses de 2025, passa pelos estágios iniciais de mais um enchente, com a sombra da alagação de proporções históricas no ano anterior, a reportagem do ContilNet conversou o especialista em climatologia da Universidade Federal do Acre (Ufac), Doutor em Geografia, Anderson Mesquita.
O professor explica um poucos obre os efeitos das mudanças climáticas no estado/Foto:Cedida
“As mudanças climáticas são resultado do intenso processo de alteração da natureza sob origem da ação humana. Desde a primeira revolução industrial, o homem joga volumes colossais de dióxido de carbono e demais gases de efeito estufa na atmosfera, potencializando o aquecimento global”, explica ele.
O pesquisador enfatiza que o aquecimento global faz com que as enchentes e secas extremas que o estado do Acre enfrenta sejam potencializadas.
“A alteração do padrão atmosférico, em grande parte ocasionado pelo homem, resulta em mudanças nos padrões climáticos do planeta, o que favorece a ocorrência de eventos extremos e um complexo processo de agressão à biodiversidade, e até mesmo da manutenção das condições essenciais da vida humana”, destaca.
O pesquisador alerta que as alterações causadas no padrão climático do país podem levar a alterações no volume de precipitação, assim como nas temperaturas.
Essas alterações tornam os eventos extremos mais frequentes.
Pouco mais de seis meses separam as duas imagens registradas na capital do estado do Acre/Foto: ContilNet/Defesa Civil
Mesquita afirma ainda que os efeitos das mudanças climáticas afetam não só as chuvas e as grande seca no estado, mas também tem impacto direto em outras áreas como alimentação, energia e saúde, afetando, principalmente, aqueles mais vulneráveis socialmente.
“Vivemos sob condição de risco extremo, vulneráveis aos efeitos do clima sob a produção de alimentos, geração de energia, geração de riquezas e surgimento de doenças. Infelizmente, parte sensível da sociedade sofrerá mais, os pobres, idosos, crianças e pessoas com comorbidades serão os mais atingidos, sofrerão de forma direta e intensa tais efeitos danosos”, encerrou ele.
