Recentemente, a morte de uma capivara triturada dentro de uma estação de tratamento de água gerou indignação e perplexidade. A forma como esse triste episódio se desenrolou levanta questões éticas profundas e revela um comportamento alarmante em nossa sociedade. Como um animal tão emblemático chegou a esse destino trágico? E por que alguém filmou a cena sem tomar a iniciativa de chamar as autoridades competentes para tentar salvá-lo?

A questão que surge é ainda mais perturbadora: será que essa capivara foi jogada intencionalmente na estação de tratamento?/Foto: Reprodução
É inaceitável que, diante de uma situação tão dramática, a prioridade de algumas pessoas tenha sido registrar o sofrimento do animal em vez de agir. A falta de empatia e responsabilidade demonstrada por quem assistiu ao desespero da capivara ilustra uma cultura preocupante, onde o espetáculo do sofrimento se sobrepõe à compaixão. Essa indiferença é um reflexo de um tempo em que o clamor por ‘likes’ nas redes sociais parece ter eclipsado valores fundamentais como respeito e solidariedade.
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Além disso, a questão que surge é ainda mais perturbadora: será que essa capivara foi jogada intencionalmente na estação de tratamento? A possibilidade de que alguém tenha feito isso para criar um fato que prejudicasse a imagem do prefeito Tião Bocalom não deve ser descartada. Em um cenário político muitas vezes marcado por intrigas e deslealdades, a utilização de um ser vivo como ferramenta de ataque é uma atitude desprezível que merece ser investigada.
O prefeito Bocalom, portanto, deve estar ciente da gravidade da situação e considerar a possibilidade de uma investigação rigorosa. É muito importante que se busquem respostas sobre como o animal chegou a esse local e se houve intenção maliciosa por trás desse ato. A proteção da fauna local e a responsabilidade de todos em cuidar de nossos animais devem ser uma prioridade, e ações punitivas são necessárias para coibir comportamentos cruéis e irresponsáveis.
Esse caso não é apenas uma questão de um animal que perdeu a vida, é um chamado à ação para que todos nós reflitamos sobre nossos valores e atitudes. Precisamos promover uma cultura de respeito e cuidado com todas as formas de vida. Além disso, as autoridades devem ser alertadas para que situações como essa não se repitam e que os responsáveis sejam responsabilizados por suas ações.
A morte da capivara é um lembrete doloroso da urgência de se cultivar a empatia e a solidariedade em nossa sociedade. Não podemos permitir que a indiferença prevaleça. Que essa tragédia sirva como um impulso para que todos nós nos tornemos defensores da vida e da dignidade dos seres que habitam nosso planeta.
E para encerrar: cá com meus botões, não me canso de pensar que nesse pau tem formiga.
