Os investimentos do Governo do Acre no setor cafeeiro seguem apresentando resultados positivos, alcançando a segunda maior produção da Região Norte.
O bom resultado gerou visibilidade nacional e se tornou pauta de matéria assinada por Marcelo Toledo na Folha de São Paulo, jornal de maior circulação no país, na edição desse domingo (9), com o título: Acre amplia produtividade e cultiva café em meio à floresta.
Secretário de Agricultura do Acre, Luís Tchê com produtores de café/Foto: Reprodução
A reportagem, publicada no caderno Agrofolha, inicia destacando que, em plena Reserva Extrativista Chico Mendes, em Brasileia, a área usada pela produtora rural Kety Souza para cultivar café é pequena, com três hectares da variedade canéfora. A área é bem utilizada, com técnicas sustentáveis e exemplos práticos de como a cafeicultura tem se desenvolvido no Acre.
A matéria também faz referência à chegada, na década de 1970, dos primeiros cafeicultores ao estado, que, sem incentivos, abandonaram a produção, retomada há pouco mais de dez anos por agricultores familiares, em meio à região amazônica e sem desmatamento.
A engenheira agrônoma Michelma Lima, coordenadora do Núcleo de Cafeicultura da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), detalha que o sucesso da produção de café tem sido motivado também pelo fato de que a região é adequada ao desenvolvimento da espécie robusta amazônico, tanto pelo solo como pelo regime de chuvas e relevo, que propiciam sabor e aroma diferentes.
“O fato de chover muito mais que no Sudeste, com médias de 2.000 mm a 2.200 mm [anuais], permite avançar sem depender da irrigação”, explica.
Investimentos da Seagri para melhorar a qualidade do café foram iniciados em 2023, com foco em renovar os cafezais com novas técnicas e mudas, para se tornar uma referência em cafés especiais. Atualmente, dos 22 municípios do Acre, 19 produzem café e Acrelândia é o principal deles.

