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Quadrilha suspeita de transmitir morte de mulher ao vivo é presa no PR

Por Metrópoles

Criminosos de uma quadrilha, sendo um deles adolescente, foram alvo da Polícia Civil do Paraná (PCPR) pela suspeita de assassinar uma mulher e transmitir o crime durante “lives” encaminhadas a traficantes da região de Sengés, nos Campos Gerais do Paraná.

A organização criminosa foi descoberta após uma vítima ter conseguido fugir do “tribunal” do crime.

Divulgação

O adolescente foi apreendido na sexta-feira (7/3) e, em seguida, encaminhado a um Centro de Socioeducação. Os outros três integrantes acabaram presos na terça-feira (11/3) e quarta-feira (12/3) em Sengés, na região dos Campos Gerais, e em Itararé, em São Paulo. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.


Saiba o que aconteceu


Em dezembro de 2024, outra mulher foi vítima de crime no mesmo local em que Eunice foi “julgada” pelos bandidos. A vítima, torturada até quase a morte, conseguiu fugir se arrastando após os suspeitos acharem que ela estava morta. Em seguida, ela procurou ajuda e conseguiu ser socorrida.

Os homens presos têm históricos criminais, com condenações por tráfico e associação para o tráfico de drogas. Eles devem responder pelos crimes de organização criminosa para prática de tráfico de drogas e homicídio, ocultação de cadáver, homicídio qualificado consumado e tortura.

A polícia agora investiga o paradeiro de uma terceira vítima, que está desaparecida e pode ter tido o mesmo destino.

Investigações e denúncia sobre o crime

Conforme as investigações da PCPR, os criminosos levaram Eunice até um local próximo à área urbana de Sengés, por volta das 23h de 6 de janeiro. Após ser acusada de furto, ela foi agredida e torturada durante uma transmissão ao vivo enviada a traficantes da localidade.

Um morador da região fez uma denúncia após ver partes do cadáver da vítima. O corpo da mulher foi encontrado em uma cova rasa, queimada e sem as mãos.

A outra vítima, que conseguiu fugir do “tribunal” após ser levada para o mesmo local que Eunice, foi acusada de traição e, segundo autoridades, as agressões também foram transmitidas.

Ela foi deixada no local para, posteriormente, ser enterrada pelo grupo. Porém, a mulher conseguiu fugiu e pediu socorro. A mulher, que hoje tem dificuldades para se locomover, ficou internada por 15 dias na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital de Ponta Grossa.

A vítima sofreu múltiplas fraturas e, durante o tratamento, teve complicações no estado de saúde.

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