Ícone do site ContilNet Notícias

Site da Câmara diz que Eduardo Bolsonaro não está mais em exercício do mandato

Por CBN

Dois dias após anunciar que irá tirar licença do seu mandato na Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro aparece agora como fora de exercício do cargo no site oficial da casa. Ainda não se sabe quem será o suplente e o mesmo site da Câmara também não traz a informação. A expectativa é que seja o segundo suplente, ex-deputado federal José Olímpio.

A atualização no status aparece logo após o político ter feito o pedido formal de licença do cargo. Segundo a assessoria de imprensa do parlamentar, o afastamento será por 122 dias, sendo divididos em:

  • 2 dias para licença de tratamento de saúde
  • 120 dias de licença para tratar de interesse particular

Durante o período afastado, Eduardo Bolsonaro não receberá o seu salário mensal, de R$ 46 mil.

Entenda afastamento de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, deputado federal/Foto: Lula Marques

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse, numa rede social, que vai se licenciar. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, na terça-feira (18), que vai morar nos Estados Unidos por uma perseguição política a qual ele e o pai estão sendo submetidos no Brasil. O parlamentar já está em território norte-americano.

Na gravação, Eduardo Bolsonaro cita a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prisão dele e também faz críticas à Polícia Federal. O parlamentar, no entanto, não foi indiciado e nem denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) na investigação sobre a trama golpista que envolve Jair Bolsonaro.

O STF começa a analisar o caso na semana que vem. Nesta etapa, os ministros da Primeira Turma vão avaliar se aceitam ou não as acusações. Caso aceitem, o ex-presidente e outros sete denunciados se tornarão réus e a ação penal será instaurada.

O PT havia pedido que o STF mandasse apreender o passaporte de Eduardo Bolsonaro por suposto atentado à soberania nacional. O ministro Alexandre de Moraes, porém, arquivou o caso após a PGR se posicionar contra à retenção do documento.

No vídeo, Eduardo ainda afirmou que permanecerá nos Estados Unidos para lutar pela anistia aos presos pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 e que só vai voltar ao Brasil quando Moraes for punido por “abuso de autoridade”.

Já Jair Bolsonaro disse que “se o deputado federal mais votado do Brasil é forçado a escolher entre o exílio e a prisão, este país já não pode mais ser chamado de democracia”. Afirmou ainda que, “quando a lei dá lugar à perseguição, o que temos é uma tirania escancarada”.

Mudanças na Câmara

Plenário da Câmara dos Deputados durante votação/Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O deputado Eduardo Bolsonaro era o escolhido do PL para presidir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Ele afirmou que a função deve ficar com o líder da oposição na Casa, o deputado Zucco.

Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), vinha resistindo às pressões do PT para não dar a Eduardo o comando da Comissão. Ele argumenta que já tinha impedido que o PL ficasse com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal da Casa, e que não poderia vetar duas vezes o acesso do maior partido da Câmara à presidência de uma comissão. Pelo regimento interno, a maior sigla faz a primeira escolha.

O PL diz também ter sido pego de surpresa e não confirmou se Zucco ficará na presidência da Comissão de Relações Exteriores.

Possibilidade de fuga?

Para ministros do STF, a decisão de Eduardo pode indicar uma possível fuga ou pedido de asilo político do ex-chefe do Executivo no país comandado por Donald Trump. A interpretação, porém, não é unânime. Foi o que apurou a comentarista da CBN, Vera Magalhães. Ouça o comentário completo:

Sair da versão mobile