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Superação! Conheça a jornada da médica acreana Jéssica Bispo Lima até a aprovação no Revalida

Por Redação ContilNet

Jéssica Bispo Lima, nascida e criada no estado do Acre, sempre sonhou em se tornar médica. No entanto, como muitos brasileiros, ela enfrentou o obstáculo dos custos elevados das faculdades de medicina no país, o que a levou a buscar uma solução fora das fronteiras nacionais. “As faculdades no Brasil, com seus valores exorbitantes, inviabilizavam as coisas. Então, eu tomei a decisão de ir na fé para o Paraguai, em busca de realizar o meu sonho”, conta Jéssica, que viu no país vizinho uma oportunidade para concretizar seu objetivo.

A jovem foi aprovada recentemente na prova do Revalida/Foto: Cedida

Lima teve que se adaptar a uma nova cultura, aprender a falar espanhol e se ajustar ao ritmo de vida paraguaiano. “Eu tive que aprender a falar espanhol, entender a cultura paraguaia e me adaptar ao ritmo de vida do país”, relata. “A faculdade de Medicina foi um processo desafiador. Afinal, estudamos para cuidar do amor da vida de alguém”, continua a acreana, ressaltando o compromisso que a profissão exige.

Após concluir o curso, Lima se deparou com outro grande desafio: o Revalida, um exame para médicos formados em instituições de ensino superior estrangeiras que desejam exercer a profissão no Brasil. O Revalida é composto por duas fases: uma prova objetiva, com questões que abrangem diversas áreas da medicina, e uma segunda fase prática, na qual os candidatos são avaliados em situações clínicas. Este exame é fundamental para garantir que os médicos formados fora do Brasil tenham competência para atuar no sistema de saúde brasileiro.

A acreana enfrentou a primeira fase do Revalida em Curitiba e a segunda fase em Florianópolis. Ela obteve sucesso nas duas fases, passando de primeira em um exame que, na edição 24.2, teve um índice de aprovação notoriamente baixo na segunda fase. “Com a graça de Deus, passei de primeira nas duas etapas do exame”, diz ela, com grande alívio.

A jornada de Lima, no entanto, não foi apenas marcada por desafios acadêmicos. Ela também teve que lidar com a saudade de casa, a solidão e a incerteza do futuro. “A jornada não foi apenas desafiadora, mas também foi emocionalmente exaustiva. Tive que lidar com a saudade de casa, a solidão e a incerteza. Tive que aprender a me motivar e a me manter focada”, afirma, refletindo sobre o período longe de casa.

Apesar de todas as adversidades, Jéssica nunca cogitou desistir. “Desistir não era uma opção. A única opção era fazer dar certo”, diz com firmeza. Com sua aprovação no Revalida, ela poderá começar sua carreira médica no Brasil, realizando seu sonho.

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