A veterinária Irlla Narel iniciou uma campanha de arrecadação para quitar despesas com exames e tratamentos de dois cães resgatados por ela em Rio Branco, no mês de dezembro do ano passado. A iniciativa ainda está em andamento e segue recebendo doações.
O objetivo da vaquinha é alcançar pouco mais de R$ 4,6 mil, mas, até o momento, foram arrecadados cerca de R$ 2 mil. Contando com o apoio da engenheira florestal Hemily Ribeiro, Irlla decidiu recorrer à solidariedade para cobrir os custos.
Macho resgatado / Foto: Arquivo pessoal
Os cães – uma fêmea e um macho, mãe e filho – já foram adotados, porém, devido às condições em que foram encontrados e aos problemas de saúde que apresentavam, necessitaram de cuidados médicos mais específicos, o que gerou despesas elevadas.
Quem quiser contribuir pode realizar doações por meio da chave PIX (68) 98108-5291.
“Foram realizados todos os exames. A fêmea se recuperou mais rápido e foi adotada primeiro. Já o macho, com um problema de pele grave, precisou de mais tempo para se recuperar e encontrar um lar adequado. Após a adoção, ficaram as dívidas da internação e exames, parte delas coberta por doações”, explicou a veterinária ao G1 Acre.
Os nomes dos cães não foram divulgados. Inicialmente, eles moravam na casa de uma amiga de Irlla, que também os levava para atendimento veterinário. No entanto, essa amiga se mudou do Acre em 2022 e deixou os animais sob os cuidados da mãe. Posteriormente, a mãe também precisou deixar o estado, transferindo a responsabilidade para outra filha, que, por sua vez, saiu da região e deixou os cães sob os cuidados do namorado.
“Uma vizinha relatou que esse rapaz ficava ausente por dias, deixando os animais sem comida e sem higiene. Quando a irmã da antiga tutora voltou, encontrou o local em condições precárias e me acionou”, relatou Irlla também durante entrevista ao G1.
Fêmea resgatada / Foto: Arquivo pessoal
Diante do cenário alarmante e já conhecendo os cães, a veterinária decidiu intervir. Um documento formal foi assinado, transferindo oficialmente a responsabilidade dos animais para ela. “Antes, eu evitava interferir, pois a mãe da minha amiga fazia o possível. Mas, ao ver a situação, não pude ignorar”, ressaltou.
Atualmente, os cães vivem em lares separados, mas bem assistidos, conforme destacou Irlla. “Eles se adaptaram bem às novas famílias, que oferecem todo o suporte necessário. A única pendência é financeira, pois precisaram de exames detalhados para tratar problemas de saúde causados pelo abandono”, finalizou.
