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Aos 114 anos, idosa que vive em seringal no Acre emite nova Carteira de Identidade Nacional

Por Ana Caroline Santiago, ContilNet

Em mais uma iniciativa voltada à inclusão social, o Governo do Acre realizou nesta semana um atendimento que emocionou a todos. A equipe do Instituto de Identificação da Polícia Civil se deslocou até o seringal Baturité, na zona rural de Sena Madureira, para emitir a 2ª via da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para a senhora Maria Justina da Silva, que tem impressionantes 114 anos de idade.

Equipe do Instituto de Identificação durante atendimento a dona Maria Justina, de 114 anos, no seringal Baturité. Foto: cedida

A missão, que exigiu logística cuidadosa e dedicação, foi considerada pela equipe um verdadeiro gesto de amor e respeito. A ação reforça o compromisso do Estado em garantir o direito à documentação para todos os cidadãos, independentemente da idade ou localização.

“Essa é a missão da Polícia Civil do Acre: servir e proteger, promovendo cidadania e inclusão. Levar a nova carteira de identidade à dona Maria Justina, no meio da floresta, mostra que nosso compromisso vai muito além dos centros urbanos”, destacou o delegado-geral da Polícia Civil, Dr. Henrique Maciel.

O Acre, tem se destacado nacionalmente na emissão da nova CIN, ocupando o segundo lugar entre os estados brasileiros. Mais de 25% da população acreana — cerca de 880 mil habitantes — já conta com o novo documento, somando mais de 222 mil identidades emitidas até o momento.

O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva, também celebrou a ação. “Estamos orgulhosos de levar dignidade à nossa população. A nova CIN padroniza a identificação no país e garante mais segurança ao cidadão, utilizando o CPF como número único. Esse avanço facilita a vida das pessoas e combate fraudes”, explicou.

A nova Carteira de Identidade Nacional, além de unificar o registro civil em âmbito nacional, torna o sistema mais moderno e seguro, dificultando tentativas de emissão de múltiplos documentos em estados diferentes.

O trabalho incansável das equipes do Instituto de Identificação e da Polícia Civil reforça que a cidadania no Acre vai além das cidades, alcançando até os lugares mais remotos e as pessoas mais especiais do estado.

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