Faltam poucos dias para as provas do concurso do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que acontecem no próximo domingo em todas as capitais do país. Com a proximidade do exame, muitos candidatos ficam em dúvida sobre qual estratégia adotar, principalmente porque as questões objetivas seguem um modelo diferente dos concursos tradicionais, sem múltipla escolha.

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Como funciona o modelo de prova do Cebraspe?
As provas objetivas do concurso do Ibama são eliminatórias e classificatórias, valendo um total de 120 pontos. São 120 questões distribuídas entre conhecimentos básicos e específicos. O diferencial desse modelo é que cada questão tem apenas duas opções de resposta: CERTO (C) ou ERRADO (E).
No modelo do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), cada resposta correta soma um ponto, enquanto cada erro resulta na perda de um ponto. Caso o candidato marque as duas alternativas ou deixe a questão em branco, a pontuação será zero.
Chutar ou não chutar? Qual a melhor estratégia?
A grande dúvida entre os candidatos é se vale a pena arriscar um palpite ou deixar a questão em branco. O modelo de pontuação do Cebraspe penaliza erros, tornando a decisão mais complexa.
Quando vale a pena deixar em branco?
Se o candidato não tem nenhuma noção sobre a questão e acredita que há uma grande chance de errar, deixar em branco pode ser a melhor alternativa. Isso impede que pontos conquistados em outras questões sejam perdidos.
Quando vale a pena arriscar?
Para quem estudou bem e tem uma noção do conteúdo, mesmo que haja uma leve incerteza, arriscar pode ser vantajoso. Candidatos que compreendem bem o tema podem usar a lógica e eliminar alternativas improváveis, aumentando as chances de acerto.
O ideal é encontrar um equilíbrio: evitar marcar muitas questões erradas e, ao mesmo tempo, não deixar um número excessivo de perguntas em branco, o que pode limitar a pontuação final.
Como se preparar para a prova discursiva?
Além das questões objetivas, a prova do Ibama conta com uma redação de até 30 linhas, valendo 20 pontos. Para obter uma boa nota, é importante treinar a escrita com antecedência, praticando com temas possíveis e respeitando a estrutura exigida.
Uma estratégia eficaz é anotar as ideias iniciais assim que visualizar o tema, mas deixar a redação para depois da prova objetiva. Assim, ao longo do exame, novas ideias podem surgir, enriquecendo o texto.
Outro ponto fundamental é garantir que a redação utilize todos os 30 espaços disponíveis, pois a banca pode descontar pontos por linhas em branco.
Reta final: dicas para revisar com eficiência
Nos últimos dias antes da prova, o foco deve estar na revisão dos conteúdos mais relevantes. Técnicas como leitura de resumos, revisão de mapas mentais e resolução de questões comentadas podem ajudar a fixar os principais temas.
Evite tentar aprender novos conteúdos na reta final. O momento é de consolidar o que já foi estudado. Além disso, cuidar da saúde física e mental também faz parte da preparação. Manter uma rotina equilibrada de sono e alimentação pode fazer toda a diferença no desempenho no dia da prova.
A escolha entre chutar ou deixar questões em branco no modelo Cebraspe depende do nível de confiança do candidato em cada item. Equilibrar a quantidade de respostas marcadas com uma boa estratégia de preparação pode aumentar as chances de um bom resultado no concurso do Ibama.
