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“Inimiga” de Trump, facção venezuelana já chegou a 6 estados no Brasil

Por Metrópoles

Secretaria de Prensa de la Presidencia de El Salvador

Declarado “inimigo de guerra” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Tren de Aragua, maior facção criminosa da Venezuela, já conta com membros em ao menos seis estados brasileiros. A maior concentração fica em Roraima, que faz fronteira com o território venezuelano e recebeu milhares de refugiados do país governado por Nicolás Maduro nos últimos anos.

Segundo a Polícia Civil de Roraima, já há membros “diplomáticos” do Tren de Aragua em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo e no Rio, os traficantes venezuelanos se aliaram às duas maiores facções brasileiras: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Como mostrou o Metrópoles neste sábado (5/4), em Roraima, os criminosos se passaram por refugiados comuns e usaram benefícios oferecidos pelo governo Lula, como viagens para o interior do Brasil por meio da Operação Acolhida, para ampliar a rede de contatos no crime e área de atuação em território brasileiro.

Conheça o Tren de Aragua

“Eles não disputam territórios nessas regiões, ainda, porque não contam com estrutura e força necessárias para entrar em confronto com os grupos criminosos locais”, explicou o delegado Wesley Costa Oliveira.

Tráfico humano

Como revelado pelo Metrópoles, além do tráfico de armas e de drogas, o Tren de Aragua conta com um sofisticado esquema de tráfico de mulheres.

“A preponderância dos alvos são venezuelanas, que passam fome. Os criminosos falam para virem ao Brasil, onde terão condições melhores de vida e, por fim, são exploradas pelo Tren de Aragua, que controla casas de prostituição, onde cobram taxas das vítimas”, explicou o delegado Wesley Costa Oliveira.

Em decorrência da vida difícil, algumas das vítimas acabam se viciando em drogas, aumentando ainda mais a dívida com os criminosos. “Mas, em alguns casos, a conta não fecha e as mulheres são mortas, para dar exemplo para outras”, acrescentou o policial.

Na véspera do Natal do ano passado, a Polícia Civil de Roraima localizou um cemitério clandestino do Tren de Aragua, em Boa Vista, no qual foram encontrados 10 corpos. Entre eles, segundo o titular da Draco, havia cinco mulheres com indícios de desmembramentos, da mesma forma que as outras vítimas enterradas.

 

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