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Mães de autistas voltam a protestar em frente à Aleac para chamar a atenção das autoridades

Por Tião Maia, ContilNet

O TEA continua afetando as rotinas e interações mesmo na vida adulta/Foto: Reprodução

As mulheres do Movimento Mães Atípicas do Acre, que congrega sobretudo genitoras e responsáveis por crianças autistas, vão se reunir nesta quinta-feira (3) em um ato de protesto em frente à sede da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), no centro de Rio Branco. O ato está sendo chamado de “Movimento em Luto pela Luta dos Nossos Autistas”, conforme definiu uma das organizadoras da manifestação, a ativista Saana Monteiro, mãe de uma criança autista.

Segundo ela, a manifestação de amanhã deve reunir pelo menos 50 mães. O encontro terá início às 9 horas. “Estaremos reunidas para mostrar ao povo que as mães atípicas estão de luto pelos seus filhos autistas”, afirmou Saana.

O objetivo do encontro é chamar a atenção das autoridades, principalmente dos deputados estaduais, para o que as mulheres apontam como “falta de comprometimento das autoridades competentes em colocar em prática tudo o que está previsto nas leis vigentes, que todos os anos só enrolam e não cumprem”.

“Queremos ações e não mais promessas, projetos que nunca saem do papel. Queremos inclusão de verdade, não suportamos mais o agrupamento em que todos perdem e ninguém aprende. Queremos mais profissionais para as filas de espera, como neuropediatras e terapeutas”, acrescentou Saana Monteiro.

A ativista denuncia ainda a falta de insumos na Oficina Ortopédica do Estado do Acre e que casos de crianças que nascem sem a curvatura dos pés, necessitando de palmilhas e calçados especiais, não têm recebido a devida atenção.

“Queremos sensibilizar a sociedade e as autoridades para um problema que aflige tanto as mães quanto as crianças”, disse a ativista. “Pedimos a todos que compareçam vestidos de preto, simbolizando nossa dor e resistência. Não podemos mais silenciar. Nossa dor precisa ser ouvida. Nossa luta precisa ser vista. Os direitos precisam ser respeitados”, concluiu.

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