Faleceu no Rio de Janeiro, onde residia fazia muitos anos, o acreano Laurentino Pinheiro, com mais de 90 anos de idade, que atuou como jornalista e radialista, na década de 1960, como repórter da área esportiva da Rádio Difusora Acreana (RDA), sob o nome de Pinheiro Filho. Na época, ele era funcionário do Banco do Brasil e, nas horas vagas, era repórter esportivo da RDA, cujo diretor era seu irmão Natal de Brito, também já falecido, que ficou famoso pela voz de barítono que empregava nas transmissões de rádio, na época em que este era o principal – e único – veículo de comunicação em tempo real da história da humanidade e a RDA, conhecida como a Voz das Selvas, era o único veículo de comunicação do então Território Federal do Acre.
Pinheiro Filho era o último dos irmãos vivos de uma tradicional família de acreanos, a Pinheiro Mansour, da qual saíram nomes da política, do futebol, da música e do jornalismo. Era tio, por exemplo, do chefe do Gabinete Civil do governo Joaquim Macedo, de 1978 a 1982, do jornalista Eduardo Pinheiro Mansour, o “Dadinho”, do ex-jogador de futebol Eliésio Mansour, o “Nego” – todos já falecidos.
Ao saber da morte do tio querido, o economista Elísio Pinheiro Mansour, ex-jogador de futebol do Juventus Futebol Clube e músico da banda Os Mugs, usou suas redes sociais para suas últimas homenagens. Segundo ele, Pinheiro Filho, irmão de sua mãe, Rita Mansour, já falecida, “descansou” por causa da idade avançada. Pinheiro Filho deixa viúva, dona Ivne Pinheiro, com 90 anos de idade, e os filhos Eliana, Paulo e Nesté Pinheiro – todos morando no Rio de Janeiro.
Contemporâneo do falecido, o advogado acreano César Carvalho, atualmente morando em Brasília, também apresentou suas condolências pela morte do amigo. “Fui colega do Laurentino no Banco do Brasil, na agência Rio Branco. Vai deixar saudades”, disse o advogado acreano.

