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Políticos do Acre são autorizados por Alexandre de Moraes a visitarem Braga Netto na prisão

Por Tião Maia, ContilNet

Defesa de Braga Netto diz que "não houve qualquer obstrução às investigações". Foto: Reprodução

Os senadores Márcio Bittar e Alan Rick (UB-AC) fazem parte da lista de 24 parlamentares que foram autorizados, nesta sexta-feira (11), pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a visitarem o general Braga Netto, que está preso por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro de 2023. O general está preso desde dezembro do ano passado, nas instalações do Exército no Rio de Janeiro, como um dos réus no Supremo pela trama que pretendia impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O general da reserva Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

A decisão de Moraes para as visitas foi motivada por um pedido feito pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e contou com o consentimento do general. Com a autorização, o deputado federal Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) e os seguintes senadores poderão realizar a visita:

Alexandre de Moraes também definiu que a visita deverá seguir os procedimentos internos do Exército. Além disso, o ministro determinou que Braga Netto só poderá receber a visita de até três parlamentares por dia. A data será definida pela 1ª Divisão do Exército, localizada na Vila Militar.

Alan Rick e Marcio Bittar durante sessão do Senado Federal/Foto: Reprodução

Está proibida a entrada de assessores e jornalistas durante a visita, bem como o uso de celulares e equipamentos eletrônicos. Segundo as investigações da Polícia Federal, o general da reserva e vice na chapa de Bolsonaro em 2022 estaria obstruindo a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país e, por isso, foi preso.
A Polícia Federal identificou que o general, indiciado por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.

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