A produção da adaptação cinematográfica da icônica canção “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, que terá suas filmagens realizadas em Cruzeiro do Sul, no Acre, começou, nesta terça-feira (22), a abrir inscrições para interessados em participar da figuração da obra. Os interessados podem se apresentar à sede do Centro de Referência em Inovação para Educação (CRE), na frente da sede da OCA do Juruá, no centro de Cruzeiro do Sul.
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Depois de aberta nesta terça, no período das 9 horas da manhã ao meio-dia, e amanhã e depois, na quarta e quinta-feira, o horário se estenderá, pela manhã, até às 12 horas e, à tarde, das 14 horas às 17 horas. Na sexta-feira (25), o atendimento irá das 14 às 17 horas.
Os organizadores dizem que, para figurantes, não é exigida experiência. “É só chegar, se cadastrar e fazer parte dessa superprodução!”, diz a divulgação da produção do filme.
A produção será dirigida pela cineasta Anna Muylaert, que escolheu a cidade de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, como cenário para a história. A canção pertence ao disco Ópera do Malandro, de 1978. O longa-metragem trará para as telas a narrativa de Geni, uma prostituta travesti, e será ambientado no ano de 1978. A trama promete explorar os dilemas e desafios enfrentados pela personagem em uma sociedade marcada pelo preconceito e hipocrisia.
As filmagens estão previstas para acontecer ainda neste primeiro semestre de 2025, e a expectativa é que a obra traga uma nova perspectiva à história eternizada na música de Chico Buarque. Com a escolha do Acre como palco para a produção, o estado ganha destaque no cenário cinematográfico nacional. O filme deve atrair olhares tanto dos admiradores da obra de Chico Buarque quanto dos amantes do cinema nacional, que aguardam ansiosos para ver a adaptação ganhar vida nas telonas. Abaixo você confere mais sobre esta icônica canção de Chico Buarque.
A canção conta a história de Geni, uma prostituta travesti que é constantemente humilhada e rejeitada pelos moradores de sua cidade. No entanto, quando um poderoso comandante de um zepelim ameaça destruir o local, ele exige passar uma noite com Geni em troca da salvação da cidade. De repente, aqueles que a desprezavam passam a implorar para que ela aceite o pedido. Após Geni ceder e salvar a cidade, a população volta a desprezá-la e a hostilizá-la, cantando: “Joga pedra na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir!”.
A música denuncia a maneira cruel e interesseira com que a sociedade pode tratar pessoas marginalizadas, aceitando-as apenas quando lhes são úteis e descartando-as logo depois. O enredo também aborda questões como transfobia, moralismo seletivo e a manipulação do poder.
