Vídeo mostra policial militar executando vítimas em triplo homicídio

Vídeo mostra policial militar executando vítimas em triplo homicídio em Pirajá

Um vídeo de câmeras de segurança da rua registrou caso de triplo homicídio, em Pirajá, que tem o policial militar Welson Wagner dos Santos Mesquita como principal suspeito. O PM foi preso, na manhã desta terça-feira (29), na própria casa com armas, munições e as roupas utilizadas no crime. Nas imagens, cedidas ao CORREIO pela TV Record, é possível ver como Welson intercepta o carro onde estavam as vítimas do crime. O caso ocorreu em 23 de fevereiro.

Policial militar foi flagrado executando três pessoas em Pirajá Crédito: Reprodução

Ao serem parados pelo policial, por volta das 4h, Leonardo Batista de Aquino, de 35 anos, Eric Antônio Carvalho de Araújo, de 31, e Erick Santana de Jesus, de 30, descem do carro com as mãos para cima. Mesmo com as vítimas rendidas, Welson inicia os disparos, alvejando e matando todos os três. A imagem não mostra Leomar Batista de Aquino, irmão de Leonardo e o único sobrevivente do caso, que estava escondido dentro do veículo.

Em entrevista à reportagem, investigadores informaram que o PM seguiu, rendeu e executou as vítimas em Pirajá após uma discussão em um paredão. “As vítimas passaram o dia confraternizando, inclusive com criança, com familiares deles. Na noite, se dirigiram para um paredão, na rua 24 de agosto, em Marechal Rondon. Nesse local, uma das vítimas se desentendeu e brigou com o PM”, explicou José Nelis, titular da 3ª Delegacia de Homicídios, que conduziu as investigações do crime.

A polícia avalia que Welson se valeu da posição de PM, já que os mortos não demonstraram nenhuma reação por serem abordados por um policial. O PM era lotado na 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), em Pirajá. Apesar disso, trabalhava no administrativo porque uma avaliação psicológica proibiu a presença dele na rua e a posse de armas.

Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos na casa de Welson, no seu armário da 9ª Companhia e nas cidades de Seabra e Jussiape. As investigações apontam ainda para um segundo policial envolvido no caso, mas não há informações sobre como teria sido a atuação dele no crime.

Armas e munições apreendidas com o preso

Armas e munições apreendidas com o preso Crédito: Divulgação/ Ascom PC-BA

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