Com surto de casos de SRAG no Acre, pneumologista fala da importância do diagnóstico precoce

Dor no peito, falta de ar e tosse persistente não devem ser ignorados; especialista reforça que buscar ajuda médica é fundamental

A pneumologista Célia Rocha fez um alerta sobre os crescentes riscos das síndromes respiratórias graves, condições que exigem atenção imediata e cuidados especializados. Em uma declaração importante, a médica destacou que o surgimento de novos vírus, conhecidos como viroses, traria desafios significativos para a saúde respiratória, com risco de complicações graves.

Célia Rocha também chamou atenção para o risco de infecções secundárias/Foto: Reprodução

Entre os sintomas típicos dessas síndromes, Célia Rocha mencionou mal-estar, dor no peito, pressão torácica, dor de cabeça (cefaléia) e tosse, que pode ser produtiva ou não. Nos casos mais graves, os pacientes podem apresentar dificuldade respiratória progressiva e uma queda na saturação de oxigênio no sangue, abaixo de 95%, indicando que o sangue está com menos oxigênio e mais gás carbônico.

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A especialista ressaltou que pessoas com comorbidades como enfisema pulmonar, asma, bronquiectasia, câncer de pulmão, fibrose pulmonar, hipertensão pulmonar e problemas cardíacos são mais propensas a desenvolver complicações graves ao enfrentar essas síndromes respiratórias. Em situações mais graves, o atendimento médico de urgência e a internação em unidades de terapia intensiva (UTI) podem ser necessários.

Célia Rocha também chamou atenção para o risco de infecções secundárias, como pneumonias, que podem agravar ainda mais o quadro clínico, especialmente quando causadas por bactérias de difícil tratamento. Ela sublinhou que essas infecções podem levar à morte se não tratadas adequadamente.

A médica ainda destacou a importância de se observar os sintomas em crianças, como inapetência e desidratação. Além disso, fez um apelo para que a população adote uma alimentação saudável e natural, evitando alimentos industrializados como fast food, chocolate, queijos e creme de leite, que podem piorar o quadro e comprometer ainda mais a saúde respiratória.

Ao concluir, Célia Rocha enfatizou a importância de buscar orientação médica e evitar a automedicação, alertando que ignorar os sintomas ou se tratar de forma inadequada pode resultar em complicações fatais. “Não perca a vida por bobagem”, disse a pneumologista, oferecendo apoio para aqueles que precisem de ajuda e cuidados especializados.

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