A Justiça do Acre negou o pedido de habeas corpus ao detento Tony da Costa Matos, conhecido como “Tony Barroca”, um dos denunciados pela “Chacina do Taquari”, que ocorreu em novembro de 2023, em Rio Branco. O pedido foi analisado pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e teve como relator o desembargador Francisco Djalma.
O homem teve o habeas corpus negado/Foto: Reprodução
Tony Barroca foi preso no dia 22 de novembro de 2023, no estado do Mato Grosso, após ser localizado por agentes da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Acre, durante as investigações sobre o crime.
ENTENDA: Chacina do Taquari: mais um suspeito de participar do crime é preso em Rio Branco
No recurso, a defesa de Tony solicitava a revogação da prisão preventiva, alegando que não haviam sido apresentadas provas concretas que justificassem a manutenção da custódia, sustentando que a investigação teria se baseado apenas em depoimentos considerados “isolados e desprovidos de verdade”. A advogada do réu também pediu a substituição da prisão por medidas cautelares.
Entretanto, o relator do processo discordou dos argumentos da defesa. De acordo com o desembargador Francisco Djalma, a decisão de manter a prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos, como o relatório de análise de aparelhos celulares, e não apenas em depoimentos genéricos.
“O ato jurisdicional em apreço não se limitou a argumentos genéricos, mas sim fundamentou-se em elementos concretos extraídos da investigação”, destacou o magistrado em seu voto, que foi acompanhado de forma unânime pelos demais integrantes da câmara criminal.
A “Chacina do Taquari” aconteceu na noite de 3 de novembro de 2023, em uma residência localizada na Travessa Morada do Sol, no bairro Taquari, em Rio Branco. Na ocasião, seis pessoas foram mortas durante o confronto entre facções criminosas rivais.
Entre as vítimas estavam Adegilson Ferreira da Silva e Valdei das Graças Batista, integrantes do Bonde dos 13, além de Luan Santos de Oliveira, Tailãn Dias da Silva, Sebastião Ytalo Nascimento e Tiago Rodrigues da Silva, ligados ao Comando Vermelho.
Além de Tony Barroca, outros cinco presos também são réus no processo que apura os crimes relacionados à chacina.
