Carta aberta Ă s mulheres do Acre
A defesa dos direitos das mulheres sempre foi uma das grandes pautas da minha vida. Onde quer que eu esteja, serei incansĂĄvel nesta luta. Tenho acompanhado com atenção os dados referentes Ă violĂȘncia de gĂȘnero e sempre me posicionado firme contra essas agressĂ”es covardes.
TambĂ©m tenho visto, com alegria, inclusive, o avanço no combate Ă violĂȘncia. Nos Ășltimos meses, vemos com maior frequĂȘncia a prisĂŁo de suspeitos de agressĂŁo e abusos sexuais contra meninas e mulheres. Esse avanço representa mais do que nĂșmeros ou manchetes, Ă© um sinal de que a justiça estĂĄ sendo feita.
Lugar de estuprador é na prisão, cumprindo pena, para que as mulheres se sintam livres e seguras e ocupando os espaços que quiserem, a qualquer hora, em qualquer lugar.
Essa Ă© uma luta que venho travando hĂĄ muitos anos, nĂŁo apenas em discursos, mas tambĂ©m com açÔes efetivas, como o apelo constante para que gestores incluam em suas polĂticas pĂșblicas açÔes de enfrentamento Ă violĂȘncia contra a mulher.
Ver, hoje, a atuação da Justiça, o trabalho do MinistĂ©rio PĂșblico, o papel fundamental das polĂcias Civil e Militar nas prisĂ”es e o esforço conjunto de todas essas instituiçÔes, me deixa esperançosa e reforça a importĂąncia da continuidade deste enfrentamento.
Ainda hå muito a ser feito, mas a cada agressor punido é um passo importante na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres. Seguiremos vigilantes, firmes e comprometidas.
Conselheira e diretora da Escola do Tribunal de Contas do Acre, Naluh Gouveia Ă©, antes de tudo filha, mĂŁe e avĂł de mulheres fortes e Ă© por elas que luto por um mundo mais justo.


