Embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti recebeu do Itamaraty a missão de neutralizar Eduardo Bolsonaro, que atua por sanções do governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes (STF).
Nos últimos dias, a embaixadora procurou membros da diplomacia dos Estados Unidos e da cúpula da secretaria de Estado, comandada por Marco Rubio, para tentar demover Trump de avançar em punições contra autoridades brasileiras.
Governo Trump avalia que Lula perderá eleição no ano que vem
Igo Estrela/Metrópoles
@igoestrela2 de 4
O ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula
Igo Estrela/ Metrópoles3 de 4
A embaixadora Luiza Viotti e Eduardo Bolsonaro
4 de 4
Paulo Gonet e Alexandre de Moraes
Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Segundo fontes do Itamaraty, Viotti destacou a cooperação histórica entre os dois países e argumentou que sanções a Alexandre de Moraes têm o condão de implodir a aliança, uma vez que serão interpretadas como ataque à soberania brasileira.
Atualmente, há cerca de 4 mil empresas dos Estados Unidos fazendo negócios em solo brasileiro. Já no quesito balança comercial, o país chefiado por Trump é o segundo maior parceiro do Brasil, atrás apenas da China.
Na posse de Donald Trump, em Washington, o Brasil foi representado pela embaixadora Viotti. Indicada por Lula em 2023, ela se tornou a primeira mulher brasileira a comandar a embaixada brasileira nos Estados Unidos.
Embaixadora recebeu missão após alerta no Planalto
Na última quinta-feira (22/5), Marco Rubio afirmou haver “grande possibilidade” de que os EUA sancionem Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky. A declaração acendeu alerta vermelho no Palácio do Planalto.
Além de Moraes, estão na mira dos EUA outros magistrados da Corte, além de membros da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

