A Praça de São Pedro voltou a ser palco de um dos momentos mais simbólicos da Igreja Católica: a fumaça branca, que saiu da chaminé da Capela Sistina, anunciou ao mundo que os cardeais eleitores chegaram a um acordo — o novo papa foi escolhido. O nome ainda não foi revelado, mas as apostas e especulações ganham força nos bastidores.
Apesar de a eleição do papa ser uma das mais imprevisíveis do planeta — como lembra o ditado “quem entra papa, sai cardeal” — nomes de possíveis sucessores circulam fortemente na imprensa internacional. Em 2013, por exemplo, o argentino Jorge Bergoglio não figurava entre os favoritos, mas acabou sendo eleito como o papa Francisco, surpreendendo o mundo católico.

O nome ainda não foi revelado, mas as apostas e especulações ganham força nos bastidores / Reprodução
Entre os favoritos está o ganês Peter Turkson, que pode se tornar o primeiro papa africano em mais de 1.500 anos. Também na lista está Robert Sarah, da Guiné, querido pelos conservadores por sua rigidez doutrinária. O congolês Fridolin Ambongo Besungu é outro nome africano em ascensão.
Da Ásia, dois cardeais filipinos se destacam: Luis Antonio Tagle, com grande experiência pastoral e popularidade entre os fiéis, e Pablo Virgilio David, defensor da inclusão e crítico de regimes autoritários. Outro nome asiático é o birmanês Charles Maung Bo, conhecido por seu trabalho em defesa das minorias.
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A Europa também tem candidatos fortes, como Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e nome próximo ao papa Francisco; Angelo Scola, italiano conservador que foi cotado em 2013; e Reinhard Marx, da Alemanha, que defende posturas mais acolhedoras. Já Jean-Marc Aveline, da França, é visto como um construtor de pontes entre culturas e religiões.
Do continente americano, surgem nomes como Marc Ouellet (Canadá), visto como tradicionalista, e Joseph Tobin (EUA), que prega por mais inclusão na Igreja. Outro destaque é Robert Prevost, norte-americano ligado à América Latina, e o canadense Michael Czerny, jesuíta com histórico humanitário.

Independentemente do escolhido, a eleição do novo pontífice será marcada por tensões entre alas conservadoras e progressistas da Igreja / Reprodução
Independentemente do escolhido, a eleição do novo pontífice será marcada por tensões entre alas conservadoras e progressistas da Igreja. A definição do sucessor de Francisco — que ainda não teve seu nome divulgado — trará pistas sobre o rumo espiritual, social e político da Igreja Católica nas próximas décadas.
