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Interpol procura 71 criminosos brasileiros. Veja crimes

Por Jonatas Martins, Metrópoles

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) possui, hoje, 71 brasileiros na lista de Difusão Vermelha, que emite alerta para que todas as nações possam ajudar a localizar e prender um criminoso internacional. O número inclui 23 bandidos nascidos em cidades do Brasil que estão foragidos por crimes cometidos em outros países.

Um deles é o empresário Carlos Ghosn Bichara, de 70 anos, que chegou a atuar como presidente da Nissan e da Renault no Japão. Ele foi preso em 2018, acusado pela Justiça japonesa de crimes financeiros, com suspeitas de omissão de ganhos e uso indevido de ativos das empresas em que trabalhava.

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) possui, hoje, 71 brasileiros na lista de Difusão Vermelha / Reprodução

Entenda


Em 2019, após passar mais de 100 dias na prisão, ele foi libertado de forma condicional sob o pagamento de fiança. No entanto, o empresário deixou o país, clandestinamente, com destino ao Líbano. Desde então, Ghosn é considerado foragido.

Gênero e crimes mais comuns

Dos 71 brasileiros procurados pela Interpol, 65 são homens e 6 são mulheres. Os crimes mais comuns cometidos pelos foragidos são assassinato (23), tráfico de drogas (15) e abuso sexual e estupro (11). Além disso, há pelo menos 18 registros de pessoas ligadas a organizações criminosas ou outras formas de associação para cometer delitos.

A Difusão Vermelha não é um mandado de prisão internacional, mas lista indivíduos procurados por países-membros da Interpol, ou tribunal internacional. As nações participantes aplicam suas próprias leis ao decidir se devem prender uma pessoa.

A maioria dos avisos é restrita apenas ao uso de aplicação da lei. Eles são publicados a pedido do país-membro em questão e quando a ajuda do público pode ser necessária para localizar um indivíduo ou em situação em que o indivíduo representa ameaça à segurança pública.

“Viúva Negra”

Na “ala feminina” do Brasil na Interpol, está, por exemplo, Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro, de 74 anos, que ficou conhecida como Viúva Negra. Foragida há mais de três décadas, ela é suspeita de matar ex-companheiros, entre 1971 e 1993, para ficar com heranças milionárias.

De cinco suspeitas de assassinato, ela foi condenada a 18 anos de prisão somente em um dos casos, ocorrido em 1991 e referente ao quarto companheiro, coronel Jorge Ribeiro.

Conforme aponta a investigação, o oficial foi amarrado, torturado e morto com marretadas na cabeça, na zona sul do Rio de Janeiro. Heloísa foi acusada de ser a mandante do crime e de facilitar a fuga do assassino.

Assassino uruguaio procurado pela Interpol é preso

A Polícia Federal (PF) prendeu, na tarde da última quinta-feira (29/5), um cidadão uruguaio procurado pela Interpol por envolvimento em uma série de homicídios.

O homem, que vivia sob identidade falsa em uma casa de alto padrão na Barra da Lagoa, região nobre de Florianópolis (SC), estava na lista de Difusão Vermelha da Interpol e teve sua prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele era procurado por dois assassinatos na Argentina, cometidos no fim de 2024, e um homicídio anterior no Uruguai, datado de 2021. Mesmo com histórico internacional de crimes graves, o homem levava uma vida confortável em solo brasileiro.

A residência em que ele foi localizado é situada em uma das áreas mais valorizadas da capital catarinense, conhecida por abrigar estrangeiros e brasileiros de alto poder aquisitivo.

Para tentar escapar da polícia, o foragido utilizava diversos documentos falsos, com nomes e nacionalidades distintas. Foi necessário o uso de identificação biométrica para confirmar sua verdadeira identidade.

A prisão foi autorizada pelo STF, atendendo a pedido da Justiça argentina. O suspeito acabou encaminhado ao sistema prisional catarinense, onde permanecerá detido até que sejam definidos os trâmites de extradição definitiva.

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