Mesmo com superlotação, internações por SRAG tem redução de mais de 12% em comparação com 2024

A superlotação de unidades hospitalares, como o Pronto-Socorro de Rio Branco, levou o governo estadual a decretar situação de emergência em saúde pública

O Acre registrou 835 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e maio de 2025, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). A maioria dos pacientes internados pertence aos grupos mais vulneráveis: crianças e idosos. O dado reforça o alerta das autoridades sanitárias diante do aumento expressivo nos atendimentos e da superlotação dos leitos pediátricos.

Os casos de Srag estão em alta na capital acreana/Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica

Apesar do número elevado de internações, os indicadores mostram um cenário um pouco mais favorável em comparação a 2024. Houve uma redução de 12,7% nas internações por SRAG neste ano, o que, segundo a Sesacre, reflete ações preventivas já adotadas antes mesmo do decreto de emergência sanitária publicado no dia 9 de maio.

A superlotação de unidades hospitalares, como o Pronto-Socorro de Rio Branco, levou o governo estadual a decretar situação de emergência em saúde pública. O objetivo é acelerar ações assistenciais e administrativas, com foco especial no atendimento ao público infantil, o mais afetado neste momento.

As principais causas das internações continuam sendo pneumonia, bronquite e bronquiolite, associadas à circulação simultânea de diversos vírus respiratórios, como rinovírus, influenza A e B, SARS-CoV-2, adenovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). O pico de internações teve início na 17ª semana epidemiológica.

Para reduzir a pressão sobre os hospitais, a Sesacre e a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa) firmaram uma parceria de comunicação integrada. A estratégia busca orientar a população sobre sintomas, prevenção e o uso adequado da rede pública, priorizando as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para casos leves, e reservando os prontos-socorros para atendimentos de maior gravidade.

Secretário de Saúde do Estado, Pedro Pascoal, e secretário de Saúde de Rio Branco, Renan Biths/Foto: Reprodução

“A Sesacre se antecipou com a ampliação de leitos pediátricos e outras medidas. Agora, com o apoio da prefeitura, esperamos passar por essa fase da melhor forma possível”, disse o secretário estadual de Saúde, Pedro Pascoal.

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