Posseiros denunciam ter sido atacados por pistoleiros em acampamento na fronteira do Acre

O grupo era formado por camponeses que tentavam iniciar um novo acampamento

Um novo episódio de violência foi registrado em uma área na fronteira entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia.  Trabalhadores rurais denunciaram ter sido atacados a tiros por pistoleiros no dia 29 de abril enquanto construíam estruturas em uma área desocupada no município de Lábrea (AM), entre os latifúndios Fusão e Nova Holanda.

A região onde ocorreu o ataque é marcada historicamente por conflitos fundiários/ Foto: Gleilson Miranda/Varadouro

O grupo, formado por camponeses que tentavam iniciar um novo acampamento, relatou ter sido surpreendido diversos disparos. Alguns conseguiram fugir correndo pela mata, outros foram forçados a se deitar no chão para não serem atingidos.

“Foi tiro de rajada mesmo”, relatou um dos agricultores, que sobreviveu ao ataque e falou sob anonimato ao jornal O Varadouro.

Após o atentado, os camponeses caminharam cerca de 14 quilômetros até o local onde haviam deixado um caminhão com suprimentos. No entanto, ao chegarem, encontraram o veículo guinchado pela Polícia Militar do Acre. Sem alternativa, foram obrigados a percorrer mais 20 km pela BR-317 até alcançarem a Vila Caquetá.

A região onde ocorreu o ataque é marcada historicamente por conflitos fundiários envolvendo posseiros, grileiros, fazendeiros e forças de segurança.

Em 2023, camponeses também foram alvo de tortura e disparos por parte de pistoleiros ao tentarem ocupar a mesma área do latifúndio Fusão.

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