Prefeitura de Cruzeiro do Sul esclarece situação de estrangeiro em situação de rua

Ele é atendido com apoio de uma intérprete de inglês e um orientador social

Após repercussão nas redes sociais sobre o caso do cidadão estrangeiro Tomas Kupacic, que vive em situação de rua no centro de Cruzeiro do Sul, a Prefeitura do município, por meio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), divulgou uma nota esclarecendo o acompanhamento prestado ao imigrante.

De acordo com o órgão, Tomas, que se identifica como natural da República Tcheca, é dependente químico e já está inserido nas ações da equipe de abordagem social da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. Ele é atendido com apoio de uma intérprete de inglês e um orientador social, com os quais mantém vínculo e recebe acompanhamento frequente.

Estrangeiro Tomas Kupacic/Foto: Reprodução

A equipe também informou que Tomas está sem documentos pessoais e que já foram realizados contatos com a Polícia Federal para tratar da situação do passaporte. O caso conta com o envolvimento de outras instituições, como o CAPS, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Secretaria Estadual de Direitos Humanos. O grupo trabalha para intermediar a comunicação com o Consulado do Brasil, com o consulado do país onde Tomas residia anteriormente e com eventuais familiares.

Ainda segundo o CREAS, foi oferecida a Tomas a possibilidade de internação hospitalar e em clínica terapêutica, mas até o momento ele recusou. O atendimento, no entanto, continua sendo feito, conforme explicam os profissionais.

Cíntia Maiola Sampaio, coordenadora do CREAS, destacou que, assim como os demais em situação de rua, Tomas recebeu cadastro, orientações e o apoio necessário. “A maioria dos que estão nas ruas têm famílias, mas permanecem nesse estado por causa do uso de drogas. Existem políticas públicas em execução para esse público. O CREAS oferece ajuda, e quando a pessoa se recusa, ela ainda assim recebe orientações sobre cuidados com a própria saúde e com a população”, afirma a coordenadora.

Cíntia reforça que o serviço permanece à disposição. “Quando decidirem buscar tratamento, estaremos prontos para levar ao acolhimento e à ressocialização”, finalizou.

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