Professores da rede pública municipal de Guajará realizaram uma manifestação no último sábado (24) em frente à praça da cidade, em frente à Igreja São Francisco. O ato reuniu educadores, pais de alunos e apoiadores que cobraram valorização profissional, cumprimento das leis educacionais e melhorias nas condições de trabalho nas escolas do município.
A pauta dos manifestantes está baseada em leis federais, como a Lei do Piso Salarial Nacional, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o Plano Nacional de Educação. Entre as reivindicações estão o pagamento do piso salarial, estrutura adequada nas escolas, eleições para diretores, carga horária correta e acesso à saúde física e mental.
A pauta dos manifestantes está baseada em leis federais, como a Lei do Piso Salarial Nacional/ Foto: ContilNet
Segundo o professor Márcio Gleis Lourenço Silva, a categoria está cansada de esperar por respostas. “Já pedimos reuniões com a prefeitura e a Secretaria de Educação, mas nunca fomos atendidos. Não recebemos o PIS/PASEP e enfrentamos péssimas condições de trabalho. O piso salarial é garantido por lei e tem recurso federal”, afirmou.
O supervisor pedagógico James Lima de Araújo disse que a carga horária dos professores foi reduzida de forma irregular, o que prejudica os alunos. “Eles estão sendo retirados da sala para que os professores façam planejamento, quando isso deveria ocorrer fora do horário das aulas. Isso afeta o ensino e fere a legislação”, explicou.
O presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Guajará, Jessé Martins, destacou que os professores não estão pedindo privilégios, mas o cumprimento das leis. “Queremos respeito. A prefeitura ignora nossos pedidos e se recusa a valorizar a educação. Lutamos por salários justos, por dignidade e por escolas funcionando de verdade”, disse.
Pais de alunos também participaram do ato. Pedro Ferreira, morador da cidade, disse que a situação é revoltante. “As escolas estão em péssimo estado e os professores são tratados com descaso. Eu apoio essa luta, porque sem professor valorizado não tem educação de qualidade”, declarou.
Os professores afirmam que, se não houver resposta da prefeitura, novas mobilizações serão realizadas nos próximos dias.
