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Sete políticos do Acre assinam pedido de criação da CPMI do INSS no Congresso; veja quem

Por Everton Damasceno, ContilNet

em todo o país, os parlamentares destinaram mais de R$ 550 milhões de emendas em 2024 para fora dos estados/ Foto: EBC

A oposição no Congresso Nacional deu um novo passo para investigar denúncias de irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na segunda-feira (12), um grupo de parlamentares protocolou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com foco em apurar supostas fraudes, especialmente em descontos considerados indevidos nos benefícios de aposentados.

Da bancada de deputados federais do Acre votaram Socorro Neri, Eduardo Velloso, Roberto Duarte e Coronel Ulysses/Foto: Reprodução

A proposta já reúne 259 assinaturas, sendo 223 de deputados federais e 36 de senadores. Apesar de ainda não ter sido oficialmente registrada no sistema do Congresso, a iniciativa ganhou força com o apoio expressivo de parlamentares de diversos estados — incluindo representantes do Acre.

Na Câmara dos Deputados, os quatro nomes mais atuantes da bancada acreana aderiram à proposta: Socorro Neri (PP), Roberto Duarte (Republicanos), Coronel Ulysses (União Brasil) e Eduardo Velloso (União Brasil) assinaram o requerimento. Os deputados Zé Adriano, Antônia Lúcia, Meire Serafim e Zezinho Barbary, por sua vez, não aparecem entre os signatários até o momento.

No Senado, a adesão foi unânime. Os três senadores pelo Acre — Alan Rick (União Brasil), Márcio Bittar (União Brasil) e Sérgio Petecão (PSD) — confirmaram apoio à instalação da CPMI, reforçando o engajamento da bancada acreana na busca por transparência na gestão dos recursos previdenciários.

Os três senadores do Acre também assinaram o pedido/Foto: Reprodução

A polêmica envolvendo o INSS ganhou repercussão após denúncias de que aposentados estariam sendo alvo de descontos indevidos relacionados a serviços não contratados, como associações, seguros e clubes de vantagens. As queixas se multiplicaram nos últimos meses, levando o Ministério da Previdência a abrir investigações internas e impulsionando o movimento no Congresso para apurar as responsabilidades por eventuais falhas ou fraudes nos sistemas do órgão.

A criação da comissão ainda depende de tramitação formal, mas o número de assinaturas já alcançado supera o mínimo necessário, o que indica forte articulação da oposição para pressionar o governo a esclarecer as suspeitas envolvendo o INSS.

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