Eronilson Miranda da Silva é a segunda testemunha do último dia de audiência de instrução sobre o Caso Nayara Vilela, que acontece no Fórum Criminal de Rio Branco, nesta sexta-feira (9). O julgamento está sendo conduzido pelo juiz Alesson Braz.
A testemunha se apresentou como amiga de Tarcísio há mais de 20 anos. “Eu já frequentei mais a casa dele; hoje em dia, por conta do trabalho, não mais”, informou.
Questionado sobre o que sabe a respeito da morte de Nayara, a testemunha afirmou:
“Eu sei só o que foi veiculado pela mídia. Como é uma situação muito delicada, nunca pedi detalhes para ele e nunca conversamos sobre isso”.
Eronilson disse que viu Nayara apenas duas vezes.
“Não conheci Nayara. Para ser mais preciso, tive contato com ela duas vezes: uma no escritório dele, uns 10 ou 15 minutos sobre música; e outra vez num ensaio na casa dele, no reservado. Após o casamento, não tive contato nem com eles. Não fui ao casamento porque coincidiu com o horário do meu trabalho”, destacou.
O juiz perguntou se a testemunha tinha conhecimento a respeito da arma de Tarcísio.
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“Eu sabia que ele tinha arma, mas era legalizada e estava no espaço onde tinha que estar. Nunca nem vi essa arma. Ele era muito cuidadoso com isso aí”, respondeu.
“Era momento de muita felicidade para Tarcísio e Nayara, mesmo vendo indiretamente. Fui convidado para acompanhar o trabalho dela, de forma indireta, a convite do Tarcísio, e estava todo mundo muito feliz. Não a conhecia antes do casamento, nem de nome, nem de nada”.
“Não imaginava que isso podia acontecer. Nunca demonstrou nada. Sempre feliz, contente com o trabalho dela. […] Ela sempre estava muito perto dele […]. Ela chegou a mostrar uma música dela e eu fiquei impressionado. Só conversei esse tempo de 10 minutos”.
A defesa questionou a testemunha sobre o tratamento dado a Nayara.
“O tratamento de Tarcísio com ela era maravilhoso, carinhoso, perguntava como ela queria. Tarcísio estava vivendo um momento maravilhoso. Tarcísio sempre tratou bem os filhos, a ex-esposa”, comentou.
“Financeiramente, ele investiu o que podia. Ele estava sempre à frente, procurando o melhor, os melhores lugares em Rio Branco, dando o pontapé nos projetos”, continuou.
A testemunha disse que nunca presenciou comportamento ciumento em Tarcísio:
“Nunca vi Tarcísio com ciúmes a ponto de questionar algo semelhante. Não vi momento triste. Sou um pouco suspeito porque ele é meu amigo pessoal. Se ele conheceu uma pessoa hoje e essa pessoa diz que precisa de um lugar para dormir, ele dá a cama dele, se for preciso”.
Miranda contou como o empresário ficou durante o velório:
“Ficou irreconhecível, apático, chorando. Eu fiquei um pouco ausente porque não conseguia ver meu amigo naquela situação. Pedi desculpas para ele depois porque ficou difícil vê-lo nessa situação”, concluiu.
O Ministério Público do Acre (MPAC), que atua na acusação, não apresentou perguntas. A testemunha falou por quase 20 minutos e foi liberada.
