Acusado de participação em latrocínio deixa hospital, mas tem prisão mantida pela Justiça

O magistrado destacou a gravidade do crime, classificado como latrocínio consumado, e afirmou que a prisão é necessária para a garantia da ordem pública

Leandro Mendes dos Santos, de 18 anos, suspeito de envolvimento no assalto à Escola Estadual Maria Raimunda Balbino, onde o vigilante Raimundo de Assis de Souza Filho, de 52 anos, foi morto, continuará preso após receber alta hospitalar. O jovem estava internado desde abril, quando ficou ferido durante a ação criminosa, e teve alta no último sábado (14) segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

A prisão preventiva foi mantida/Foto: Reprodução

A defesa de Leandro solicitou a revogação da prisão preventiva e apresentou pedido de liberdade provisória, mas o juiz Gustavo Sirena, da Vara de Delitos de Roubos e Extorsões da Comarca de Rio Branco, indeferiu o pedido na última segunda-feira, 16, mantendo a detenção do acusado. A Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC), responsável pela defesa, foi procurada pelo g1 e ainda não se manifestou.

Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime, classificado como latrocínio consumado, e afirmou que a prisão é necessária para a garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal. O juiz também levou em conta que, embora Leandro não possua condenações como adulto, possui histórico de ato infracional semelhante ao crime de roubo, pelo qual foi internado no Instituto Socioeducativo do Acre (ISE).

A defesa havia sugerido a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, com exceção da fiança, por falta de condições financeiras. Segundo a argumentação, Leandro teve a prisão decretada em 8 de abril e teria direito de responder ao processo em liberdade.

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