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Cigarros do CV invadem região brasileira e dão rombo bilionário à indústria

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Cigarros do CV invadem região brasileira e dão rombo bilionário à indústria

O Instituto de Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) divulgou um estudo sobre a venda ilegal de cigarros, o avanço e o abastecimento do crime organizado no Nordeste.

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Financiamento ao crime organizado

A pesquisa encomendada pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) mostra que em 2024, os estados do Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte concentraram os maiores índices de venda de cigarros ilícitos no país. Por lá, a cada 100 cigarros comercializados, 43 são ilegais – um índice que supera a média nacional, que é de 32%.

Esse contrabando e a evasão fiscal favorece a atuação do crime organizado, que encontra nesse comércio ilegal uma fonte expressiva de financiamento.

Veja a movimentação:

Facções criminosas expandem atuação no Nordeste

Segundo especialistas, o crescimento do mercado ilegal é resultado de diversos fatores, como a fragilidade das fronteiras, o poder de articulação das facções criminosas e a alta carga tributária sobre o produto legal. No Maranhão, por exemplo, o ICMS sobre o cigarro foi reajustado duas vezes em 2024, aumentando a diferença de preço entre o produto legal e o contrabandeado.

“O cigarro contrabandeado é um dos pilares financeiros dessas facções, porque tem alta demanda e baixo risco comparado a outras atividades ilícitas. Ignorar esse elo é permitir que o crime siga se fortalecendo”, ressalta o presidente do FNCP, Edson Vismona.

Fábricas clandestinas

O mercado ilegal de cigarros é tão vantajoso que as organizações criminosas fabricam, em território nacional, verdadeiras cópias das marcas de cigarro paraguaias mais contrabandeadas. Ano passado, a polícia fechou nove dessas fábricas. Em geral, a fabricação acontece em grandes galpões, com mão de obra paraguaia e submetida a condições extremamente precárias de trabalho.

Os criminosos utilizam maquinário profissional capaz de produzir milhões de maços de cigarros. Nos últimos 13 anos, foram mais de 64 fábricas desativadas em todo o país. Juntas, elas tinham um potencial de faturamento anual de R$ 4 bilhões.

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