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Como controlar despesas em viagens corporativas?

Por Ascom

Viagens corporativas são essenciais para o desenvolvimento de negócios, construção de parcerias e participação em eventos estratégicos. No entanto, controlar as despesas associadas a esses deslocamentos pode se tornar um problema para muitas empresas, que buscam formas de otimizar custos sem comprometer a produtividade dos colaboradores.

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O equilíbrio entre economia e conforto é o objetivo de gestores financeiros, que investem em políticas internas rigorosas e tecnologias específicas para acompanhar os gastos em tempo real.

Políticas claras e tecnologias a favor

Um dos primeiros passos para o controle financeiro é a criação de uma política de viagens detalhada. Ela deve definir quais despesas são autorizadas, os limites para hospedagem, alimentação, transporte e outros itens, bem como os procedimentos para aprovação e prestação de contas. A clareza dessas regras evita abusos e dúvidas, facilitando a gestão tanto para quem viaja quanto para a área administrativa.

Além da política, o uso de plataformas digitais tem ganhado espaço. Sistemas de gestão de viagens permitem registrar reservas, emitir relatórios, monitorar gastos e até automatizar processos de reembolso.

Alguns softwares oferecem integração com cartões corporativos, o que ajuda a centralizar o controle e evitar divergências entre o que foi planejado e o que efetivamente foi consumido. Para a empresa, esse tipo de ferramenta representa uma redução significativa na burocracia e maior transparência.

Planejamento como base

O planejamento antecipado também é fundamental para minimizar custos. Reservas feitas com antecedência costumam ser mais vantajosas, tanto para passagens aéreas quanto para hotéis. 

Negociar tarifas corporativas com fornecedores regulares é outra prática comum, garantindo descontos e condições especiais. Muitas companhias ainda estipulam que as viagens devem ser feitas em classe econômica, salvo exceções aprovadas pela diretoria, para manter os gastos sob controle.

Custos com alimentação e transporte

Na alimentação, a recomendação é definir valores diários máximos, que levam em conta o local de destino. Em grandes centros, onde os custos costumam ser mais elevados, os limites são ajustados para não prejudicar o colaborador, sem perder a vigilância sobre os gastos. Para evitar desperdícios, o sistema de reembolso costuma exigir a apresentação de notas fiscais detalhadas, que comprovem os valores e a natureza das despesas.

Outro aspecto relevante é o controle de transporte local. Muitas empresas optam por contratos com locadoras de veículos ou parcerias com aplicativos de mobilidade urbana, que oferecem tarifas fixas e facilitam a prestação de contas. O uso de transporte público também pode ser estimulado, quando seguro e eficiente, como forma de reduzir custos e impacto ambiental.

Informações acessíveis e auditoria interna

Além das medidas estruturais, o treinamento dos colaboradores para o uso correto dos recursos é uma etapa que não pode ser negligenciada. Orientações claras sobre a importância do cumprimento das políticas e o impacto dos excessos ajudam a criar uma cultura de responsabilidade financeira.

A auditoria interna atua como mecanismo complementar para verificar o cumprimento das normas e identificar possíveis irregularidades. Relatórios periódicos permitem analisar padrões de gastos, identificar desvios e propor melhorias contínuas no processo. Com essas informações, o setor financeiro pode ajustar as políticas, definir prioridades e direcionar investimentos de forma mais assertiva.

Controle x flexibilidade

O equilíbrio entre controle e flexibilidade é o segredo para o sucesso na gestão de despesas em viagens corporativas. Enquanto o monitoramento rigoroso evita desperdícios, um ambiente muito restritivo pode prejudicar o desempenho e a motivação dos colaboradores. A adoção de políticas transparentes, aliada a soluções tecnológicas e capacitação, permite às empresas manter os custos sob controle sem abrir mão da qualidade das viagens.

Com a competitividade e a eficiência caminhando lado a lado, investir em boas práticas para administrar as despesas com viagens corporativas significa mais do que economia imediata, é um passo estratégico para o crescimento sustentável e o fortalecimento das relações comerciais.

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